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Principal Desporto Escola de Karaté Murakami de Ribeirão assinala 20 anos de actividade: “Equilíbro mental e físico”
Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão | Sábado, 19 Maio 2012 |
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Escola de Karaté Murakami de Ribeirão assinala 20 anos de actividade: “Equilíbro mental e físico” |
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Domingo, 04 Março 2007 |
 «É sem dúvida interessante praticar o Karaté como um desporto, mas sê-lo-á ainda mais se tentarmos ir mais longe, se procurarmos uma eficácia ainda maior que nos permitirá nessa procura conhecermo-nos e lutar contra os nossos defeitos, conhecer os outros e ama-los. Atingir uma unidade interior e projectá-la para o universo exterior e, quem sabe, contribuir a nosso modo para a paz e para a vida». Tetsuji Murakami
Foi há 20 anos que o CCDR apresentou às gentes da terra a escola de Karaté Murakami de Ribeirão. Em Abril de 1987, a convite do Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão, Alexandre Lameira aceitou com bom grado ensinar, a um grupo de ribeirenses, o Karaté do Shotokai, “uma escola no sentido da palavra”, sublinha o professor. O Shotokai é um estilo de karaté trazido do Japão para a Europa pelo Mestre japonês Tetsuji Murakami 5º Dan, a graduação mais elevada no Japão. Em 1966 o mestre japonês orientou o seu primeiro estágio em Portugal, ficando depois agendados vários estágios por ano. Foi nesse altura que, em todo o país, abriram-se várias escolas. A norte do país, depois da Trofa, Ribeirão foi a próxima localidade a abrir uma escola de Karaté Murakami dirigida pelo professor Lameira, 3º Dan, que frequentou vários estágios com o Mestre Tetsuji Murakami.
 Mestre A. Lameira Há 20 anos atrás, um número bastante significativo de ribeirenses, entre adultos e crianças de idades diversas, manifestou o seu interesse em integrar a escola de karaté Murakami. Inicialmente a escola funcionou no salão nobre da Junta de Freguesia de Ribeirão, pouco tempo depois passou para o pavilhão desportivo da EB 2,3 onde se mantém até aos dias de hoje, apesar de, por pouco tempo, a escola ter passado pelas instalações da Casa do Povo. Porém, o espaço não se adequou perfeitamente às necessidades do grupo de karaté. Também o pavilhão da EB 2,3 não é o espaço perfeito para a actividade do grupo, como explica o professor Lameira, “desde logo o longo e difícil acesso da entrada da escola ao pavilhão em dias de Inverno (...) é ainda complicado treinar karaté com miúdos a fazer muito barulho no interior do pavilhão quando lá estão a desenvolver actividades escolares”. Por essas razões a escola de Karaté Murakami tem necessidade de um novo espaço para o exercício da sua actividade. Enquanto isso não acontece a escola vai desenvolvendo o seu trabalho com a mesma vontade junto do actual grupo de alunos, adultos e crianças. Actualmente o número é bem menor do que há vinte anos atrás, uma situação lamentada pelo professor Lameira pois gostaria que houvessem mais pessoas inscritas, até porque considera que a mensalidade seja acessível (adulto:25 euros/crianças: 20euros). Qualquer pessoa pode se inscrever a qualquer momento na sede do CCDR. As aulas de karaté decorrem às terças e quintas-feiras, entre as 20h00 e as 21h00, podendo a aula estender-se mais meia hora, sendo o tempo ideal hora e meia de aula.
 Assistente Paulo Sá A prática desta modalidade exige assiduidade e pontualidade para que de facto seja produtiva e atinja os seus objectivos. Objectivos que passam por trazer, como sublinha o professor Lameira, “equilíbrio mental e físico às pessoas, para além de ser uma modalidade que funciona também como um escape ao stress do dia a dia”. Esses são alguns dos ganhos obtidos pela prática do karaté do Shotokai, um estilo que não envolve a competição, como explica o professor, “estes alunos competem apenas com o seu próprio trabalho no aperfeiçoamento das técnicas e no ir mais longe”. E acrescenta, “ao praticar-se o karaté como um desporto só não se é capaz de progredir, como perde-se muitas das técnicas”. O professor Lameira compara o trabalho desta escola de karaté a um icebergue, pois “o que se vê é pouca coisa, porque tudo o resto está mergulhado”. Nesta modalidade há todo um trabalho de evolução dos alunos, que são sujeitos a exames para passarem de graduação. Os alunos começam com o cinturão branco, progredindo para o amarelo, verde, azul, castanho e, por fim, o cinturão negro. Até aos dias de hoje, apenas um aluno da Escola da Murakami de Ribeirão foi graduado com o cinturão negro, apesar de já não frequentar a escola. Uma conquista que se deveu “à assiduidade do aluno”, frisa o professor Lameira. Para além dos treinos semanais, os alunos da Escola de Karaté têm ainda a possibilidade de frequentar os estágios que decorrem a nível nacional, nas cidades do Porto e Lisboa. Cada estágio tem, normalmente, a duração de uma semana, e agrupam várias escolas de Murakami de todo o país. Na passagem do 20º aniversário da Escola de Murakami de Ribeirão, o professor Lameira faz um balanço positivo do trabalho desenvolvido, por isso “temos que continuar com força”. Os alunos têm evoluído, “mas poderiam ainda evoluir mais. (...) têm que se aplicar mais um pouco”, e isso passa também pela necessidade de o aluno “estudar em casa em frente ao espelho, corrigindo o que está mal e aperfeiçoando o que está bem”. Actualmente, o professor Lameira é assistido nas suas aulas pelo aluno mais antigo do actual grupo a treinar assíduo, Paulo Sá, que tem como função, por exemplo, corrigir o trabalho dos miúdos. “Cabe também ao assistente alguma tarefa técnica. (...) Ao ensinar está a aprender”, conclui o professor. Gabriela Gonçalves |
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