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Domingo, 04 Março 2007 |
Na vila de Ribeirão o referendo, do passado dia 11, sobre a
despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez moveu cerca de 50%
dos eleitores ribeirenses às urnas, que na sua grande maioria votou
Não. Ao nível do concelho famalicense foi uma das seis freguesias onde
a votação do Não foi acima dos 70 por cento, alcançando mesmo 73,88 %
dos votos.
Apenas 24% dos eleitores ribeirenses votaram Sim, registando-se uma abstenção na ordem dos 50,33%; votos nulos (0,58%) e votos brancos (0,92%). O concelho de Famalicão, a par do distrito de Braga, não acompanhou a tendência nacional no referendo sobre a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG). Assim, em Famalicão, o Não venceu com uma margem significativa, alcançando 54,4 por cento dos votos expressos, vencendo em 35 das 49 freguesias. O Sim ficou-se pelos 45,5%, tendo vencido em 14 freguesias. Finalmente, a abstenção no concelho foi bastante elevada, sendo que mais de metade dos eleitores famalicenses (51,7%) decidiu não votar. Mesmo assim foram menos os que ficaram este ano em casa, do que no referendo de 1998. Reagindo aos resultados, o Movimento Norte Pela Vida afirmou que os mesmos demonstram claramente que os famalicenses compreenderam a mensagem do movimento. Perante a derrota do Não ao nível do país, sublinha que os movimentos irão continuar a encetar uma luta pela «dignidade da vida», procurando resolver os problemas que estão na génese do aborto e que levam as mulheres a optarem por essa via. Já o movimento “Sim pela Liberdade”, defendeu que a vitória do Sim reflecte a mudança de opinião dos portugueses em relação à Interrupção Voluntária da Gravidez, desde o último referendo de 1998. Deste modo, as pessoas reconhecem que a questão tem que ser resolvida pelos tribunais e não pela polícia, mas no âmbito do Sistema Nacional de Saúde. Por seu turno, o PCP famalicense acrescenta que a vitória do Sim representa a “afirmação de valores progressistas e civilizacionais”, numa “manifestação de tolerância e de respeito pela convicção de cada um”. O PCP alega que vai continuar a luta em defesa da educação sexual, do planeamento familiar e do apoio e defesa de uma maternidade e paternidade conscientes e com condições sociais e económicas favoráveis. Finalmente, o Partido da Nova Democracia (PND) de Braga, apoiante do Não à liberalização do aborto, responsabiliza o PSD e o CDS pela vitória do Sim, pois ambos os partidos tiveram responsabilidades políticas nos últimos 8 anos, mas «nada fizeram para promover a maternidade e a natalidade, nem muito menos demonstraram vontade de combater o aborto clandestino».
 Ribeirão
 Concelho
 Resultado nacional
 Fradelos
 Vilarinho das Cambas
 Abstenção
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