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PS promoveu sessão de esclarecimento na Junta de Freguesia de Ribeirão: “Sim... pela liberdade” |
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Domingo, 04 Março 2007 |
O Movimento Cívico “Sim... pela Liberdade” promoveu no passado dia 25
de Janeiro, no salão nobre da Junta de Freguesia de Ribeirão, uma
sessão de esclarecimento sobre o referendo do já passado dia 11 de
Fevereiro, que esteve relacionado com a despenalização da interrupção
voluntária da gravidez até às 10 semanas.
Foram muitos os ribeirenses que assistiram a um debate coordenado pelo mandatário local, Fernando Costa, e cujos os oradores foram os socialistas famalicenses Maria José Gonçalves e Duarte Santos. “É certo que somos todos contra a prática do aborto, mas somos também pela despenalização tal qual está previsto no referendo”, começou por sublinhar Maria José Gonçalves, adiantando que a “despenalização é a única hipótese de termos igualdade de oportunidades em Portugal”. Defendeu ainda que só quando as mulheres puderem entrar pela porta da frente dos hospitais e “não serem vistas como criminosas” é que haverá um decréscimo do número de abortos. A mesma opinião foi partilhada por Duarte Santos que lamentou que “todos os dias nos chegam aos hospitais mulheres para serem tratadas depois de terem praticado o aborto clandestino”, acrescentando, “o aborto clandestino é um grave problema de saúde pública, para além das também graves consequências que arrasta para a própria mulher”. Por isso, disse ser “errada a ideia, que muitos têm tentado passar, de que o Estado (logo, os contribuintes) terá de despender avultadas verbas se a despenalização for aprovada”. E acrescentou, “os custos já estão a verificar-se hoje em dia, porque a esmagadora maioria das mulheres que recorre ao aborto clandestino acaba por ir parar aos hospitais, com os tratamentos subsequentes que são necessários e com os custos inerentes”. Para finalizar, o médico socialista sublinhou ainda que com a despenalização “vamos tentar criar para todos uma vida saudável, uma vida com futuro, porque conheço muitas mulheres que recorreram ao aborto clandestino e hoje não têm futuro nenhum e, sobretudo, acabemos com a indignidade que a actual situação representa para a mulher mas também para o homem”. |