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Domingo, 24 Outubro 2010 |

No dia 24 de Outubro, decorreu a terceira Jornada da Pastoral Familiar da Paróquia de Ribeirão, que teve lugar no Centro Social Paroquial, subordinada ao tema “Namorar, até quando?”.
A Jornada, que contou com cerca de cem participantes, teve início com um momento de oração, que contou com a participação do Grupo de Jovens da paróquia de Ribeirão, seguida da apresentação do primeiro painel, com o tema “Casal cristão, Hoje: Dificuldades e Oportunidades”. Esta reflexão foi orientada por um casal da paróquia de Marinhas -Esposende, empenhado em Igreja e testemunha da vivência do sacramento do Matrimónio. Assim, este jovem casal destacou algumas dificuldades da nossa sociedade actual que os casais novos têm de enfrentar, bem como certas oportunidades e desafios.
Destacaram-se problemas, como a adaptação do casal à vida a dois, o convívio com as diferenças, a falta de preparação para o Matrimónio, a mentalidade anti-natalista e a precária situação económica, profissional e de habitação. Nesta sequência de um cenário de crise de valores e crise familiar, o casal apontou como resposta positiva a necessidade de redescobrir a vocação do sacramento do matrimónio, destacando a família como célula viva da sociedade - “igreja doméstica”. De uma forma optimista, simples e sentida, o casal falou da necessidade de abertura aos outros, da importância de os casais cristãos darem um testemunho sincero e verdadeiro de amor e felicidade, do matrimónio como sinal e sacramento, bem como sinal de comunidade e comunhão. Depois de um curto intervalo, que fomentou o convívio e partilha entre os casais que participaram na Jornada, teve lugar o segundo painel, apresentado pelo Padre Jorge Vilaça, actual capelão do Hospital São João de Deus, em Famalicão e antigo responsável pelo Departamento Diocesano da Pastoral Familiar. O tema desta segunda reflexão, “Pastoral do Namoro - Importância e necessidade”, foi apresentado de forma interpelativa e criativa, partindo de quatro pontos dominantes: “A Pastoral do namoro” como um “Problema pastoral”; “Análise e Interpretação da situação”; “A Interrogação Teológica” sobre uma Pastoral do namoro e algumas “Propostas Pastorais”.
Perante um tema tão novo no seio da Igreja, como é a Pastoral do namoro, ficou a ideia da necessidade da interdisciplinaridade entre as diversos domínios pastorais (Catequese, Pastoral juvenil, Pastoral familiar), com vista a desenvolver uma “pastoral dos afectos/ da interioridade”.
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