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Sir Ernest Shackleton, explorador e aventureiro PDF Imprimir E-mail
Segunda, 25 Julho 2011
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É a figura mais excitante e mais inspiradora de todos os extraordinários exploradores dos princípios do séc. XX.

Era um líder natural e um aventureiro ambicioso e dinâmico e sempre preocupado com os homens que o serviam. As suas explorações são lendas de sobrevivência no meio das condições mais extremas da natureza.
Nasceu de pais irlandeses que se fixaram em Inglaterra e, com 16 anos entrou para a marinha mercante. As suas viagens levaram-no a todo o mundo, até ter sido nomeado para servir a bordo do “Discovery”, um navio a vapor especialmente construído para trabalhar no gelo, que levava o comandante Robert Scott à Antárctida. Scott escolheu Shackleton para o acompanhar a ele e a Edward Wilson numa jornada de trenó puxada por cães e homens em direcção ao Pólo Sul.
Durante a viagem – em que a temperatura atingiu 80º negativos, os três homens acabaram por adoecer com escorbuto, mas Shackleton, a tossir sangue, parecia o mais afectado. Embora por invalidez tivesse sido mandado para casa, onde, por um breve período, se envolveu na política, nunca desistiu do sonho de uma nova tentativa de chegar ao Pólo Sul. Em 1907, voltou à Antárctida, desta vez como líder. Tinha comprado um navio, arranjado fundos e contratado uma tripulação de marinheiros e cientistas. A expedição foi pioneira. Um grupo chegou ao Pólo Sul magnético, outro fez a primeira escalada do monte Erbus, um vulcão em actividade.
No fim de 1908, Shackleton liderou outra jornada heróica de trenó até ao Pólo Sul Geográfico. Apesar das condições difíceis, em Janeiro de 1909, um grupo chegou a uma distância de 100 milhas do seu destino – mais a sul do que alguma vez um homem já tinha estado, embora o seu grupo não tivesse conseguido atingir o Pólo. De regresso à Grã-Bretanha, Shackleton foi colocado como herói nacional.
Em 1914 partiu como responsável pela expedição Transantárctida Imperial Britânica. O seu objectivo era atravessar a Antárctida do mar de Weddell até Macmundo Sound, passando pelo Pólo Sul. Porém, a viagem foi vitimada pelo infortúnio. Os enormes blocos de gelo flutuantes do mar de Weddell aproximaram-se do navio e após 10 meses à deriva o “Endurance” foi esmagado. Todos os homens que iam a bordo foram obrigados a ir para os blocos de gelo onde acamparam durante 5 meses andando à deriva.
Em Abril de 1916 chegaram à ilha do Elefante nas Shetlands do Sul. Daí, Shackleton e um punhado de colegas decidiram ir à ilha Geórgia do Sul a 800 milhas de distância. Concluiram a perigosa viagem através dos tempestuosos mares do Sul num pequeno barco, tendo atingido a ilha em 17 dias. Também tiveram que escalar uma cordilheira que não estava representada nos mapas, no meio da ilha, para chegarem a uma estação baleeira norueguesa, na costa norte, e em dois dias conseguiram chegar lá.
A partir dali, Shackleton organizou o salvamento do resto dos seus homens que estavam na ilha Elefante e incrivelmente não perdeu uma única vida.
Quando regressou a Inglaterra, era demasiado idoso para ser mobilizado para combater na 1ª Guerra Mundial, de qualquer maneira ofereceu-se como voluntário. Numa missão diplomática para tentar conquistar o Chile e a Argentina para o esforço da Guerra dos Aliados, foi um fracasso. Em 1921 partiu para uma viagem de circum-navegação antárctica mas morreu de ataque cardíaco a bordo do seu navio, o Quest em 1922 na Geórgia do Sul. Foi sem dúvida um dos grandes exploradores da Antárctida e das suas aventureiras viagens. Deixou bons elementos para outras viagens que se realizaram posteriormente e que ajudaram a desvendar os segredos daquele continente perdido.  

Esmeraldina Carneiro
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