Principal arrow Ribeirão arrow Lições do burro, no Presépio!
Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão | Quinta, 23 Fevereiro 2012
Principal
Ribeirão
Opinião
Breves
Fradelos
Desporto
Cultura
Observador
 
 
 
Lições do burro, no Presépio! PDF Imprimir E-mail
Terça, 20 Dezembro 2011
Image
Mons. Manuel Joaquim Carvalho Fernandes

A tradição do Presépio coloca alguns animais no local onde Jesus nasceu. Entre eles, um burro e uma vaca que, com o seu bafo, aqueciam o Menino.

Os Evangelistas nada nos dizem sobre isso. Os Evangelhos “Apócrifos” fazem relatos minuciosos.
Mas não admira que lá estivesse um burrico.
Certamente que Nossa Senhora, na viagem de Nazaré para Jerusalém, deve ter utilizado um desses animais como meio de transporte. E, passado pouco tempo, na viagem para o Egipto, terá necessitado dos serviços de um burrico ou jumentinho.
O próprio Jesus, na entrada triunfal em Jerusalém, em Domingo de Ramos, montou um jumentinho.
Portanto, na vida de Jesus e da Sagrada Família de Nazaré, os burricos/jumentinhos tiveram um papel importante.
Aprender com o burro, no Presépio
Este ano, ao pensar no Presépio, lembrei-me das lições que o burrico nos pode dar.
A ideia não é original já que S. Josemaría Escrivã, várias vezes, disse que gostava de se identificar com um burrito que Jesus pudesse utilizar à vontade.
No entanto, ao considerar a tradicional presença deste simpático animal no Presépio, parece-me que podemos retirar algum ensinamento.
Em primeiro lugar, o burro está perto de Jesus! E não O incomoda; aquece-o com o seu bafo! Também nós, neste Natal, devíamos querer estar muito perto de Jesus e aquecê-lo com as nossas jaculatórias de carinho, de adoração, de atenções para com Ele, Nossa Senhora e S. José.
O burro aquecia Jesus. Nós podemos comungá-Lo, acolhê-Lo no nosso coração, dar-Lhe guarida dentro de nós!
O burro esquecia-se dele… não comia a palha onde Jesus estava deitado… só “pensava” em aquecer Jesus!
Nós, ao contemplar Jesus, temos de pensar nos outros; naqueles que neste Natal estão a sofrer por falta do que é mais elementar para sobreviver. E também devemos aquecê-los com a nossa generosidade e espírito de partilha.
O burro estava “atento”, não deixava Jesus passar frio e também não fazia barulho enquanto via Jesus dormir!
Também nós temos de estar atentos à Palavra que lemos na Sagrada Escritura. E precisamos de silêncio para meditar e deixar que a nossa vida se enraíze na Palavra de Deus.
O burro é um animal de trabalho; às vezes sempre a mesma tarefa. E contenta-se com pouca comida.
Nós temos de “santificar o trabalho, santificar-nos com o trabalho e santificar os outros com o trabalho”. E dar valor sobrenatural ao trabalho, realizando-o bem e oferecendo-o a Jesus.
E neste tempo de crise temos de viver a sobriedade. Até nas prendas de Natal, se puder haver, devemos ser sóbrios. Pensar em tanta gente que não pode gastar dinheiro em presentes porque é necessário para o pão de cada dia.
O burro é dócil, mesmo quando recebe algumas pauladas…
Não faz sentido revoltar-nos quando as coisas não correm bem. Uma atitude de confiança em Jesus, na certeza de que Ele sabe melhor o que faz do que nós o que dizemos, é o que devemos cultivar.
O burro levou Jesus para o Egipto…
Nós temos de levar Jesus a tantas famílias que já se esqueceram d’Ele e, se não há Catequese, já não trazem os filhos à Eucaristia; nem os acompanham ao Sacramento da Reconciliação.
O burro ajuda Jesus a fugir de Herodes. E nós temos de ajudar as mulheres grávidas a fugir daqueles que as aconselharão a matar os filhos gerados!
Quantas lições nos dá o burro do Presépio!
Santo Natal para todos os Ribeirenses e Leitores do “Viver a Nossa Terra”.
< Anterior   Seguinte >
 
   
     

 
 
Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão. Todos os direitos reservados.
Alojamento: Netgócio