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Principal Ribeirão “Teatro é magia, magia improvisa-se”
Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão | Quarta, 08 Fevereiro 2012 |
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“Teatro é magia, magia improvisa-se” |
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Terça, 03 Abril 2007 |
 Duques & Cenas Outrora Grupo de Teatro da EB 2,3 de Ribeirão. Hoje o grupo é
denominado de “Duques & Cenas”. Desde o inicio que a actividade de
teatro na escola ribeirense tem atraído a participação de muitos
alunos, de todas as idades.
Sob a coordenação da professora Esmeraldina Carneiro o grupo tem actualmente 86 alunos inscritos.
Um número bem maior que há uns anos atrás, como explica a coordenadora, “achamos que pedagogicamente não devemos excluir quem queira participar. Não devemos dizer ‘vai-te embora, não tens jeito’”. A solução passa então pela criação de novas personagens adaptadas quer a cada peça, quer às capacidades de cada aluno. “Procuramos inventar para que todos entrem. E no final tudo fica com pé e cabeça”, sublinha. O grupo “Duques & Cenas” funciona como uma actividade extra-curricular aberta a qualquer aluno de qualquer ano. A dificuldade consiste mesmo em conciliar os tempos de ensaios, pois os alunos correspondem a diferentes turmas, de diferentes anos, logo com horários lectivos igualmente diferentes. Por isso os ensaios acontecem por partes, em várias horas diferentes, sendo que na proximidade da apresentação pública da peça, todas as partes se juntam para o ensaio final. Olhando para o repertório de actuações, Esmeraldina Carneiro lembra a peça “Zaca- Zaca”, com cerca de 40 alunos, que subiu ao palco do Festival de Teatro Amador de Famalicão, há quatro anos atrás. No mesmo evento participaram num outro ano com a peça “A estátua do Afonso Procópio”. Anualmente, este grupo apresenta-se em dois saraus na EB 2,3, na altura do Natal e no final do ano lectivo. São actuações abertas a toda a comunidade. Outras participações do “Duques & Cenas” é ao nível do concelho, com actuações no Festival de Teatro Amador, na Feira do Livro, entre outros eventos. Este ano, o grupo vai procurar ainda actuar fora do concelho, através de um intercambio com outras escolas da região que igualmente têm um grupo de teatro. Trata-se de uma experiência nova, pois “apesar de outras escolas já nos terem convidado antes, nunca pudemos ir porque não tínhamos dinheiro para o transporte”, explica a professora. Porém este ano os esforços vão ser levados em conta para que seja possível fazer um intercambio, pelo menos com a escola da Póvoa de Lanhoso. Para além do problema de transporte, este grupo depara-se com outra dificuldade, nomeadamente o guarda-roupa, “a escola não tem dinheiro para nada, de modo que temos que pedir a um e a outro”, sublinha a professora, e lembra que no Natal passado os actores foram trajados com roupas agrafadas e coladas, “porque não tínhamos quem fizesse as roupas”. Neste contexto, a coordenadora do grupo apela aos pais, sobretudo “às mães que são costureiras” para que colaboram na medida que for possível no que respeita à confecção do guarda-roupa destes pequenos actores. Esmeraldina Carneiro aproveita aqui para agradecer o apoio de todas as pessoas e empresas “que nos ajudam com o que podem”, mesmo com restos de roupas. Os ensaios do grupo “Duques & Cenas” decorrem no polivalente ou no anfiteatro da escola. Porém, as condições não são as ideais em ambos os locais, pois no polivalente há o problema de ruído provocado pela presença de outros alunos que lá esperam pelo autocarro em dias de chuva. Por outro lado, o anfiteatro é muito pequeno. A solução é improvisar “teatro é magia, magia improvisa-se”, remata. A mesma solução - improvisar - estende-se aos textos da peças, pois “não é fácil encontrar em Portugal peças de teatro para este nível etário”, explica a coordenadora revelando que muitas vezes é de Espanha que trás alguns textos que ela própria traduz e, por vezes, adapta, “ou porque são muito grandes, ou porque são muito pequenos. Há sempre um trabalho de adaptação”, revela. Por outro lado, há os textos originais, como por exemplo, a peça “Olá Brasil” e “A nossa escola, a barca do inferno”, exemplifica a coordenadora. A comédia é o género, maioritariamente, adoptado pelo grupo “Duques & Cenas”, como explica Esmeraldina Carneiro, “os duques somos nós, as cenas são as que fazemos no palco... muitas vezes de rir”. Rir é, de facto, um dos benefícios de quem faz teatro. O mais importante é que esta actividade “enriquece muito os alunos, pois além de terem responsabilidade, inter-ajuda, disciplina, memorização, tiram sempre uma lição moral”, sublinha a professora. Por outro lado, “os miúdos gostam de se mostrar, e de mostrar aos pais que são capazes de fazer e alguns têm, de facto, muito jeito”. É verdade que nem todos têm jeito ou mesmo voz. Mas esses não são factores de exclusão, pois atrás do palco há todo um trabalho a desenvolver e que conta com a colaboração de todos, em especial dos alunos com menos capacidades para actuar. E de facto “esses alunos reconhecem que não têm jeito e colaboram no que for preciso (...) trabalho esse que é muito importante”, remata a coordenadora. Após a conclusão do 9º ano, a maior parte dos actores da EB 2,3 de Ribeirão abandonam o teatro, lamentando a professora, “tenho pena que eles não continuem a sua formação em Ribeirão que sempre teve uma tradição teatral (...) outrora existiu um grupo de teatro não amador, mas quase profissional”, referindo-se ao já inactivo grupo de teatro “Cenijovem”. |
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