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Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão | Quinta, 23 Fevereiro 2012
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Rancho Etnográfico de Ribeirão inicia época com sucesso e apela PDF Imprimir E-mail
Terça, 24 Janeiro 2012

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O rancho etnográfico de Ribeirão cantou as janeiras e encantou. Uma iniciativa que lançou com sucesso a nova direcção do grupo, agora presidida por José Dias da Silva. O jornal Viver a Nossa Terra esteve à conversa com o novo líder, também ele tocador no grupo há já vários anos.

O convite para ingressar a direcção não foi inédito, tendo já sido feito em épocas anteriores, mas nunca se revelando oportuno. Agora não foi possível resistir e foi com muita satisfação e força que agarrou o convite feito pelo seu sucessor, Joaquim Silva, que por motivos pessoais decidiu “entregar a pasta” a José Silva, que não deixa de lhe dirigir algumas palavras: “um senhor com valor, que vive o folclore (…) que não deixará de colaborar com o rancho”.
José Silva aceitou o desafio sem hesitação por motivos óbvios: “é preciso sangue novo, não deixar morrer o folclore (…) e este grupo não pode voltar a parar”. E essa é a grande luta do grupo nesta época que teve início no passado mês de Dezembro com o Cantar as Janeiras pela freguesia. Uma iniciativa que, segundo o presidente, revelou-se um sucesso, aproveitando para “agradecer a todo o povo de Ribeirão que nos abriu as portas e contribuiu com o seu donativo, pouco ou grande, mas sentido e recebido com muito bom agrado”. Um apoio que José Silva aguarda contar sempre.
Cerca de 20 pessoas cantaram assim as janeiras “cantando e divulgando a música folclore” mas também com o objectivo de angariação de donativos. Donativos esses totalizados em 2.042€. Um valor importante para suportar “as muitas despesas que este grupo tem e terá nos próximos tempos”, como exemplifica José Silva. Despesas de várias ordens, como sejam a manutenção dos trajes e dos instrumentos, deslocações e gastos inerentes a essas viagens, entre outras que vão surgindo.
Para além do apoio dos ribeirenses no âmbito de iniciativas do género como as Janeiras, o grupo conta apenas com um subsídio da Câmara Municipal de Famalicão em troca de três actuações ao longo do ano. Não esquecendo o apoio da Junta de Freguesia de Ribeirão que se revela na cedência de material para os eventos do grupo ao nível de palcos e equipamentos de som.
No entanto, são apoios que não se revelam suficientes, sendo assim necessário fazer muito mais para que a actividade do grupo seja possível. É neste sentido que se apresenta o próximo objectivo de trabalho do rancho, o de divulgação e promoção do grupo junto da imprensa, nomeadamente da rádio, consciente José Silva que “o CD lançado na época passada ajudará muito no relançamento do grupo, mas precisamos de divulgar mais”.
Uma missão que o presidente gostaria de ver concretizada com sucesso e importante, principalmente numa altura em que “as comissões de festa estão retraídas em convidar grupos de folclore para integrar as festas (…) não só por falta de verba, mas principalmente por preferirem outros géneros musicais”, acrescentando José Silva, “sente-se uma descrença no folclore, por isso não podemos parar para que o folclore não caia no esquecimento”.
Um trabalho de preservação de uma cultura tão popular e de valores tão ricos como é o folclore que nos dias de hoje “infelizmente atrai poucos jovens”, apelando José Silva, “não devem ter vergonha do folclore (…) sabendo vivê-lo, dançá-lo e cantá-lo é maravilhoso. É cultura, é divertimento, é actividade. É preciso gostar. É preciso experimentar e frequentar para descobrir o quanto pode ser bom”.
Actualmente, o rancho etnográfico de Ribeirão é composto por cerca de 40 pessoas, onde a idade média ronda os 30 e 60 anos de idade, registando-se assim a presença de um número muito reduzido de jovens abaixo dos trinta. Uma realidade que a direcção do grupo gostava de ver alterada, e é nesse sentido que informa que quem quiser pertencer ao rancho, independentemente da idade, poderá, para começar, deslocar-se à sede do grupo – sediada no pavilhão gimnodesportivo de Aldeia Nova – aos sábados, pelas 21h00, onde encontram o grupo a dar música e um pezinho de dança.

 

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