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Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão | Sábado, 19 Maio 2012
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“Teatro é riso, choro, emoções...” PDF Imprimir E-mail
Terça, 03 Abril 2007
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Teatro na Hora

Foi em 1998 que nasceu a actividade de teatro no Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão (CCDR), fruto da iniciativa de alguns elementos que pertenciam, na altura, ao departamento Jovem de Apoio ao Ribeirense. Inicialmente chamando-se Grupo de Teatro CCDR, e mais tarde “Teatro na Hora”.
A comédia sempre foi o principal registo deste grupo, e com comédia apresentaram a sua primeira peça, há cerca de 10 anos atrás, intitulada “O Chã dos Doutores”, inserida na festa de Natal do CCDR, e apresentada na EB 2.3 de Ribeirão. Dada a boa receptividade do público, e consequente divulgação, esta peça esteve em cena noutros palcos, nomeadamente no salão paroquial de Sequeirô, em Stº. Tirso, e na Associação Oásis, em Ermesinde. Mais tarde, apresentaram uma peça musical - “A Gata Borralheira”. Ambas as peças encenadas por Leonel Rocha.
Inicialmente o grupo começou com seis elementos, homens e mulheres, com um média de 20 anos de idade. Os ensaios passaram por salas como o salão paroquial, a Casa do Povo, a EB 2,3 e as próprias instalações do CCDR.
Fruto da desistência de vários actores, por motivos pessoais e profissionais, o grupo sofre uma remodelação em 2004, passando a chamar-se “Teatro na Hora”. Um nome derivado de “uma filosofia muito portuguesa e que nós conseguimos adopta-la como portugueses que somos, que é fazer um bocado de tudo em cima do joelho”, sublinha António Almeida, coordenador do grupo. Uma situação derivada de convites que surgem, por vezes, em cima da hora. Mas mesmo assim “na hora lá estamos!”, garante.
O grupo de teatro “renasce”, então, com outra experiência, organização e um novo elenco de actores, com idades compreendidas entre os 19 e 30 anos: António Almeida, Miguel Ferreira, Marco Sá, Mariana Silva, Miguel Nunes, Jorge Araújo, Ercília Araújo, Sílvia Sousa e Ricardo Azevedo, sendo que apenas dois destes elementos mantêm-se desde o inicio.
A estreia deste “novo” grupo foi em Abril de 2005, na Casa das Artes, com a peça “25 de Abril – A Liberdade dos Cravos”, da autoria e sob encenação de Leonel Rocha. Um convite da Câmara Municipal de Famalicão, integrando o programa comemorativo do aniversário do 25 de Abril.
Sem abandonar a filosofia de dar primazia à animação das actividades do CCDR, o grupo não perdeu de vista o intercâmbio cultural com outros grupos e instituições.
Durante anos, este grupo animou as festas e iniciativas do CCDR, nomeadamente os convívios anuais e as Festas de Natal, entre outros eventos da Junta de Freguesia de Ribeirão e do Município de Famalicão, com participações na Feira do Livro, no Festival de Teatro Amador e na Feira do Associativismo. “Como defensores da participação activa, construtiva e criativa da sociedade “na hora”, cá estamos”, remata António Almeida.
Como linha orientadora, o grupo “Teatro na Hora” continua, nos dias de hoje, a definir-se mais como Teatro de Comédia, como explica o coordenador, “tentamos aferir a temática para a realidade da nossa comunidade social”, com peças alusivas ao grupo CCDR, mas também fazendo peças originais.
No que diz respeito aos apoios monetários, o grupo “Teatro na Hora” conta, acima de tudo, com a colaboração da direcção do CCDR, e com subsidios atribuídos pela Câmara Municipal quando participam nas actividades da município.

Falta de espaço
Uma das dificuldades encontradas por este grupo no âmbito do seu trabalho “não consiste em arranjar tempo, mas em conciliar horários” para os ensaios. Porém, a principal dificuldade, “uma luta que vamos tentar travar (...) um sonho”, consiste em encontrar um espaço com que “a gente se identifique enquanto grupo de teatro”. Esse espaço teria obrigatoriamente um palco, e salas de apoio para o desenvolvimento de trabalhos e organização de eventos, como, por exemplo, um Festival de Teatro Amador em Ribeirão. O espaço é igualmente necessário para arrumação dos cenários e guarda-roupa. Enquanto esse sonho não se concretiza, o grupo conta com a boa vontade e disponibilidade de cada elemento para organizar todas as questões relacionadas com o guarda-roupa, cenários, entre outros assuntos. “Trabalhamos todos para o todo”, frisa António Almeida.
Um dos objectivos futuros do Teatro da Hora passa, ainda, por criar uma vertente de formação, permitindo, por exemplo, aos alunos do grupo de teatro “Duques & Cenas” da EB 2,3, após o 9º ano, prolongar a sua formação em teatro. Por isso “pedimos a esses jovens que nos contactem para darem seguimento a essa caminhada que iniciaram com gosto”, acrescentando António Almeida, “só se vão valorizar, e também valorizar o nosso grupo”. De encontro a este objectivo de formação e recrutamento de novos jovens, o grupo “Teatro na Hora” tem outro sonho – um Teatro de Revista.

Uma boa terapia
Enquanto o futuro não vem, e olhando para o passado, para os quase dez anos de existência, o grupo “Teatro na Hora” faz um balanço “alegre”.  Para além da formação de um grupo de amigos, “há uma sadia convivência que depois nos transporta para o encontro noutras situações do nosso dia-a-dia”. Por outro lado, houve um crescimento como pessoas e como actores, finalmente, “o feedback que temos tido da população quando actuamos é muito enriquecedor, e nos leva a querer continuar com esta actividade”, remata o coordenador.
Aliados a todos esses motivos, o teatro pode ser uma boa terapia, “é uma das formas de, muitas das vezes, mostrarmos quem realmente somos. (...) É também uma forma de relaxar, de rir, de crescimento pessoal no contacto com as pessoas. O teatro dá-nos instrumentos para falarmos melhor, falar com outras formas, com outra cultura. O teatro é uma forma enriquecedora de crescermos não só a nível de arte, mas também humana. O teatro é riso, choro, emoções, e o que de melhor as pessoas têm muitas vezes vem ao de cima no teatro”.

“Teatro na Hora” agradece
O grupo de teatro aproveita para fazer um agradecimento especial à direcção do CCDR que “desde o inicio nos tem apoiado neste projecto em tudo o que é necessário, sendo a nível organizativo, mas também a nível de apoio motivacional para continuarmos”. Um agradecimento, ainda mais ou tão especial, aos actores que fazem parte deste grupo, pois “dentro do seu trabalho, das suas características e das limitações têm todos contribuído para que o grupo se mantenha vivo desde 1998”.
Os agradecimentos dirigem-se também à Junta de Freguesia de Ribeirão, à Escola EB 2,3, à Casa do Povo e ao pároco Manuel Joaquim.
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