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Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão | Sábado, 19 Maio 2012
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A poupança, a educação e o mais que se vê!... PDF Imprimir E-mail
Terça, 24 Janeiro 2012

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Maurício Sá Couto

Os da nossa idade na casa dos setenta anos e ainda mais novos, recordam-se dos “célebres” mealheiros de barro, que os nossos pais compravam nas feiras ou romarias e onde íamos depositando os tostões, escudos e por vezes uma nota das “pequeninas” em valor, que nessa altura os padrinhos e pessoas com afinidade à família nos davam, para nos socorrer quando precisávamos de algo para nós.

Desta forma aprendíamos desde criança a poupar, ou não fosse a economia a base da riqueza.
Mas hoje o que vemos? Salvo excepções, as crianças a esbanjar por quanto é sítio as mais diversas iguarias, algumas quase não chegam a saboreá-las. E o mais desagradável é que batem o “pé” aos pais, irritam-nos, obrigando-os a comprar, sabe Deus que sacrifício, para os calarem. No nosso tempo bastava fazer-nos qualquer “birra” para levarmos umas fortes palmadas, e tudo serenava. O mesmo se passava na escola ou até na catequese, se fossemos chamados à atenção por qualquer desobediência, se os pais soubessem, apanhávamos a dobrar.
Actualmente não se pode “tocar” numa criança, os professores e catequistas vêm-se em sérias dificuldades para administrar as lições.
Fruto do tempo, dirão alguns, onde as tecnologias comandam as crianças desta tenra idade, computadores, jogos electrónicos, telemóveis, internet e o mais que se vê, tornam as crianças irreverentes, será?
Uma grande parte é isso, mas a maior “desgraça” está na desagregação das famílias, que estão a desaparecer.
Em muitos casos são os avós que tratam dos netos e lhes vão incutindo valores que, em tempos idos eram sagrados.
Se a economia é a base da riqueza também a educação é a base principal da formação do ser humano.
A “carapuça” é para quem serve, por tanto, felizes os pais que ainda são grandes educadores e preparam os filhos seguindo aquele ditado tão actual “casa de pais, escola dos filhos”, e que conseguem por mais adversidades que encontrem prepará-los para a vida, embora reconheçamos que na actual conjuntura, não é nada fácil, devido ao encerramento das empresas e a outros factores que na falta do melhor, “empurram” os nossos jovens para além-fronteiras, ou para empregos que nada dizem às suas licenciaturas.
Casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão. A crise é grande mas com a nossa força e a graça de Deus, tudo se há-de resolver. Assim o esperamos.

 

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