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Decisão “de grande insensatez e até de insanidade” |
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Sexta, 25 Maio 2007 |
 Fernando Costa com José Ribeiro Fernando Costa pode contar com a “minha inteira solidariedade”,
palavras de José Ribeiro, Presidente da Câmara de Fafe e dirigente do
PS de Braga relativamente à proposta aprovada por Nuno Sá para
extinguir a Secção de Residência do PS de Ribeirão.
Em conferência de imprensa, realizada na passada segunda-feira, José
Ribeiro deslocou-se à Vila de Ribeirão para deixar um apelo, quer à
Comissão Politica do PS de Famalicão, no sentido de que possa
“reconsiderar na intenção ou decisão” de extinguir a secção de
Ribeirão, quer ao Secretariado da Federação do PS de Braga, pois “que
seja este a pôr cobro a uma decisão que me parece de grande insensatez
e até de insanidade para a vida do partido”.
O dirigente distrital manifestou a sua preocupação por todos aqueles que não entenderão a extinção de uma secção criada há dois anos atrás, “numa Vila com uma população muito grande, e que tem demonstrado em dois anos uma grande vitalidade em termos de adesão ao partido e de mobilização para as iniciativas do partido”. E acrescentou, “são estas pequenas grandes decisões que contribuem em muito para que o cidadão se afaste da política”. José Ribeiro lamenta ainda que se tomem decisões que “afectam desta forma” a vida do partido num dos seus locais, e por forma que “não têm uma explicação que seja lógica, coerente, que mostre uma motivação para que isso aconteça (...) certamente que estará a contribuir com essa decisão para que os eleitores, e pessoas em geral, tenham cada vez mais uma imagem mais negativa, neste caso, do PS”. O dirigente distrital espera que o seu apelo ainda chegue a tempo no sentido de que “haja bom senso, de que haja democracia interna, de que nos respeitemos, de que saibamos lidar com as nossas diferenças”, acrescentando, “nunca deu, nem dará bom resultado que dentro do PS haja ditaduras ou haja o esmagamento por parte de quem tenha o poder sobre os não concordantes com o poder”.
 José Ribeiro Dirigindo-se em particular à Federação do partido socialista, José Ribeiro apela que essa mesma instituição possa, enquanto é tempo, “evitar que haja a extinção e um golpe que não deixará de afectar os militantes da secção, que não deixará de afectar a força e o empenho que eles representam dentro do PS e, diria eu, prolongar a agonia em que o PS tem estado desde há alguns anos, porque naturalmente essa agonia se reflectirá nos resultados políticos do PS de Famalicão”. Um cenário que, no entender do dirigente distrital, é preciso mudar pois a preocupação do PS de Famalicão deverá ser de ficar mais forte para “procurar vencer a autarquia local e poder contribuir, como sempre contribuiu, para os bons resultados que o PS há muitos anos consegue no distrito de Braga”. Temendo que o apelo não tenha o efeito desejado, José Martins Ribeiro pediu ao seu camarada Fernando Costa para não se abater, acrescentando, “conheço-o o suficiente para saber que lida bem com as adversidades, e que não se deixa abater pelas dificuldades (...) o PS é muito mais e é maior do que alguns interesses que esporadicamente ou temporariamente possam comandar e possam deter o poder”. O dirigente não terminou sem antes sublinhar que “cada vez mais as pessoas, os eleitores e os militantes sabem distinguir muito bem aquilo que é o interesse do partido, daquilo que são os interesses de cada dirigente ou os interesses pessoais”.
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