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Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão | Terça, 07 Fevereiro 2012
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Ribeirão: “Uma cidade interessante” PDF Imprimir E-mail
Sexta, 29 Junho 2007
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José Reis
Nas vésperas do XXI aniversário da Vila de Ribeirão, o jornal Viver a Nossa Terra esteve à conversa com o presidente da Junta de Freguesia. José Reis apresentou o balanço do trabalho efectuado no último ano e destacou as principais intervenções efectuadas em toda a vila. Da água ao saneamento. Da rede viária à educação. Dos equipamentos desportivos às piscinas. Nada foi esquecido, nem tão pouco o futuro da autarquia. O presidente aproveita ainda para convidar os ribeirenses a participarem da sessão solene do XXI aniversário da Vila, no próximo dia 3 de Julho, no salão nobre da Junta de Freguesia. Água e Saneamento
A Vila de Ribeirão tem, praticamente, uma cobertura de 100% de água. Um cenário que já se regista há algum tempo, pois no último ano de actividade foram muito poucas as intervenções nesta área, podendo ter havido uma ou outra situação pontual nas casas para resolver, mas a nível de ruas “não existe nenhuma rua em Ribeirão que não tenha abastecimento de água”, garante José Reis.
A cobertura não é tão alta ao nível do saneamento, mas bastante significativa. Os trabalhos da 2ª fase do saneamento em Ribeirão estão praticamente concluídos, registando-se apenas alguns casos pontuais para resolver. O autarca destaca as intervenções efectuadas em Ferreiros.
Relativamente à ligação da nossa rede às Águas do Ave, explica que decorreram alguns atrasos derivados de uma avaria atrasando os trabalhos. Uma situação resolvida, pois, “tive já a confirmação que a Câmara vai receber autorização das Àguas do Ave para que possamos ligar a nossa rede a essa”. Isto significa que Candeeira, Ferreiros e Portela irão ter ordens para ligação.
No Outeirinho, o autarca assegura que já houve ordem para ligação. Já na Rua Paulo VI, na ligação para Fradelos, terá que se aguardar que a EDP se desloque ao local para fazer uma baixada “e logo que eles venham ligar os contadores, a empresa vai meter as bombas e conto que no espaço de um mês toda essa parte de Aldeia Nova, mais poente, possa fazer a ligação”.
Para além dos trabalhos de reparação previstos para muito em breve no colector que vem de Beleco, haverá a curto prazo outras intervenções a  fazer na Vila. É o caso de algumas ruas na Aldeia Nova, aguardando-se que a Câmara faça um levantamento e lance a concurso a obra. Outras situações por resolver referem-se a ramais de extensão de 100 metros.
Neste momento, a cobertura do saneamento é de 95%. Quanto aos restantes 5% “vão, se calhar, ficar caros, porque exige algumas elevatórias nalguns locais”, acrescentando José Reis, “mas a Câmara vai ter que resolver, precisamos disso resolvido porque vivem pessoas nesses locais que precisam do saneamento”.
Dirigindo-se agora aos ribeirenses, o autarca apela a todos aqueles que vivem em Ferreiros, Portela, Outeirinho, Candeeira e na Rua Paulo VI, que assim que receberem os ofícios da Câmara que liguem o saneamento.

Rede viária
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Rua Adelino Costa Campos

No campo da rede viária, José Reis destaca os trabalhos efectuados na ligação a Fradelos. Porém, está consciente que ainda há trabalhos a fazer na Avenida 3 de Julho, referindo-se à praça dos taxistas, no Outeiro. A esse propósito confirma que o projecto está concluído, faltando que a Câmara abra, brevemente, concurso para se avançar com a obra que deverá, segundo o autarca, avançar antes de Agosto. Outras intervenções foram feitas, nomeadamente na Rua da Portela e em algumas ruas de Ferreiros.
Olhando para o futuro próximo, o autarca espera avançar com algumas intervenções em locais que “nos tem preocupado muito”. É o caso de Santa Ana, na Rua do Cristo Rei; na zona de Bragadela onde é preciso fazer uma rua; e outras mais que poderão surgir.
Outras vias deverão levar um piso novo já no próximo ano. “São ruas que estão a ficar bastantes degradadas”, referindo-se a Aldeia Nova, nomeadamente a rua que vai do Café Sagitário à Rua Paulo VI.
“As pessoas têm que perceber que Ribeirão tem centenas de ruas e não é fácil fazer essa gestão, mas de qualquer maneira vamos estar atentos até ao final do mandato”.
Ainda falando na Avenida 3 de Julho, na sua principal extensão entre a EN 14 e Santa Ana, José Reis está consciente que há lá problemas por resolver. Nomeadamente ao nível de falta de rampas nos passeios; passadeiras que terminam no estacionamento dificultando o acesso aos passeios; pedrinhas que saltam em algumas zonas; guias que faltam trocar; falta de passeio mesmo à entrada da avenida; entre outros.
As reclamações dos habitantes foram já muitas, assim como José Reis garante que já avisou diversas vezes a Câmara para proceder às rectificações. Porém nada foi feito até agora, embora o autarca afirme que neste momento já há condições na Câmara para avançar com esse trabalho. “A Câmara prometeu que entretanto ia resolver isso. Penso que dentro de poucas semanas façam essas rectificações”, frisa.

Acessos ao Campo de Treinos
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Acessos ao Parque Desportivo Municipal

Também os acessos ao Campo de Treinos, em Beleco, têm sido alvo de reclamações por parte de quem frequenta aquele equipamento e de quem vive naquela zona. Segundo José Reis, o processo para avançar com aquela obra está parado, porém sublinha que tratar-se-á de uma obra muito cara. Por outro lado, acrescenta, “a Câmara não vai intervir só para fazer uma estrada em frente ao campo de treinos”, acrescentando que esta obra vai implicar fazer  muros, mas também alargamentos, logo será becessário negociar com os proprietários.
O autarca garante que a Junta começou já a fazer um levantamento topográfico desde o campo de treinos até ao Xisto, para fazer o perfil da estrada. Consciente de que é uma necessidade, sublinha que “neste momento não há condições financeiras para fazer essa rua. (...) A Câmara não tem condições para avançar. Não as teve no ano passado depois de ter o campo feito, não tem este ano. Vamos ver se para o ano começamos a reunir condições”.

Ringue Desportivo
Recentemente inaugurado, o ringue desportivo de Candeeira foi comparticipado em conjunto pela Câmara e pela Junta. Na mesma continuam os arranjos exteriores para os quais está a Câmara já a elaborar um projecto para avançar com essa obra. A garantia é de José Reis que, mais uma vez, volta a sublinhar que estamos perante uma obra que custa muito dinheiro, pois trata-se de um projecto que envolverá a construção de balneários, um parque infantil, uma zona de lazer, uma bancada, para além dos jardins, acessos, passeios e iluminação.
Relativamente à actividade do campo, que no momento é quase nula, José Reis esclarece que o equipamento é propriedade da Câmara, por isso “estamos à espera que nos digam da maneira como devemos proceder”. A solução de gestão daquele equipamento passa pela criação de uma comissão que zele por aquele espaço.
O autarca aguarda que no aniversário da Vila, a autarquia avance com novidades relativamente ao ringue, pois, “não faz sentido investir o que se investiu para termos um equipamento parado”.
José Reis concluiu sublinhando que o ringue é um equipamento de todos os ribeirenses e não apenas de Candeeira porque lá se encontra edificado.

Piscinas
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Piscina Municipal de Ribeirão

As piscinas começam a impôr-se. As obras decorrem dentro do ritmo normal, garante José Reis, embora reconheça que poderiam estar praticamente concluídas, apesar de “ter já a confirmação da Câmara que as piscinas tem que ficar concluídas até ao final do ano”.
Depois das piscinas, com outro problema está agora a debater-se a Câmara Municipal, referindo-se José Reis à verba para os arranjos exteriores desse equipamento. “Mais uma obra que envolve muito dinheiro”, sublinha. Para além do parque de estacionamento, o projecto envolve jardins, passeios, iluminação e ruas de acesso.
Só após a maior parte destes trabalhos estarem concluídos é que “faz sentido inaugurar as piscinas”, adiantando, “a partir de Agosto teremos datas específicas da data de inauguração”.
Questionado sobre o facto da verba inicial das piscinas ter aumentado, José Reis explica que “há sempre reparos a fazer. (…) São piscinas de topo, bem equipadas. Quando há reparos nos orçamentos para se gastar mais um pouco, para crescer mais um pouco, é sinal que estamos a investir mais um pouco”.

Educação
“Dentro do que é nossa responsabilidade…penso que nunca funcionou tão bem como agora”, sublinha José Reis, referindo-se à existência de uma grande abertura por parte da Câmara e por parte do vereador com a Junta de Freguesia e com as Associações de Pais.
Embora as associações de pais “reivindicam tudo e mais alguma coisa, e ainda bem”, o autarca sublinha que as pessoas têm que se lembrar que “há coisas que são completamente impossíveis de resolver”. José Reis refere-se, por exemplo, à vedação na escola de cima de Santa Ana, que recentemente esteve em discussão pública. Sobre este assunto, o autarca esclarece que aquele recinto não é da Junta, mas sim da paróquia. O que também não significa que “o senhor padre possa ceder assim o terreno. (…) Não podemos implantar muros de betão em qualquer local”.
Reconhece que continuam a existir deficiências nos recreios das nossas escolas, assim como no interior delas, “mas nunca o que existia há seis anos atrás”, tendo sido feitas grandes intervenções nas escolas no ano passado. Relativamente às situações pontuais que perduram “têm que ser resolvidas. (…) Mas não nos podemos esquecer que há dezenas de escolas no concelho sob a alçada da Câmara, embora puxamos sempre para nós em primeiro lugar.  Tudo o que estiver ao meu alcance para o fazer, faço e farei”.
Resolvido está já o pavimento da escola de Aldeia Nova. Um trabalho que contou com o apoio da Junta de Freguesia, embora tenha resultado do esforço da Associação de Pais. “Louvo a acção da associação. (…) Apoiamos essa associação, como aliás já apoiamos na Portela e em Santa Ana”.
Ainda no âmbito do parque escolar, há uma outra questão crucial a resolver que envolve os alunos de Santa Ana – a falta de um passeio contínuo entre as escolas de baixo e o fim da avenida 3 de Julho. O maior problema regista-se essencialmente em frente ao Campo do Passal, aproveitado para estacionamento e fazendo com que as crianças transitem pela rua. “As pessoas já reclamaram”, reconhece José Reis.
Porém, o autarca regista outro problema junto destas escolas, para o qual já há solução embora muitos pais e alunos não reconheçam. Refere-se à existência de uma passagem pedonal entre a escola de baixo e a de cima que, sobretudo nas horas de recolha das crianças, “lamentavelmente não é tão usada como deveria ser”, acrescentando, “os pais em vez de estacionarem junto à escola de cima, preferem estacionar na estrada, fazendo com que as crianças ultrapassem a estrada”.

Balanço
Apesar de se ter registado como um “ano turbulento”, o autarca reconhece igualmente que o último ano foi “marcante” sobretudo por três grandes obras: a conclusão da Av. 3 de Julho; o arranque das piscinas; e a segunda fase de saneamento.
Mas “claro que haveria mais para fazer, mas não deu. Também não é fácil, embora Ribeirão tenha um papel crucial na Câmara ao nível de impostos e de obrigações”. José Reis lembra que Ribeirão é das freguesias que mais impostos paga. “Ninguém tem culpa disso, mas há pessoas que não compreendem isso”, lamenta. Por outro lado, “contávamos com coisas que não foram possíveis”, e as receitas também não são muitas.
Em suma, e olhando bem mais para trás, José Reis defende que o investimento nos últimos anos foi “brutal”. No entanto, “nunca estamos satisfeitos, nem nunca vamos estar”, acrescenta.
O autarca acredita que os próximos seis anos são cruciais para o crescimento da Vila, sublinhando que “nós teremos que acompanhar esse crescimento”. E acrescenta, “Ribeirão cresce, cresce, cresce. Não é uma aldeia, mas uma vila com muita indústria e população”. José Reis confessa que já alertou a Câmara Municipal nesse sentido, “pois tem-se que pensar como vai ser esse crescimento em Ribeirão”, defendendo que deverá haver um planeamento ajustado ao futuro.
Ora, “não podemos andar a alcatroar ruinhas e ruinhas, para daqui a pouco sermos uma cidade só com vielas”, acrescentando José Reis, “se não houver condições para fazer as coisas no momento, pelo menos que se faça de forma sustentada e justa. (…) Senão acabamos por, um dia mais tarde, sermos uma cidade muito desajustada e se calhar não tão planeada como isso”.
O autarca acredita assim que Ribeirão poderá “naturalmente” ser cidade. “Não vejo Ribeirão como concelho, mas como uma cidade interessante na próxima década”, acrescentando, “às coisas que estão cá a ser criadas e se realmente tudo o que tiver planeado for feito, Ribeirão vai ser naturalmente uma cidade. (…) Tudo o que depender de mim, enquanto aqui estiver, tudo farei para que isso aconteça”.

Grande projecto de lazer
Muito tempo antes de Ribeirão virar cidade, José Reis pretende continuar a lutar para realizar outras obras. E na luta do autarca ribeirense está um projecto já público, mas ainda por concretizar – uma zona de lazer junto ao Rio Veirão. “Se conseguirmos para o ano realizar parte das obras que pretendemos”, o autarca acredita nessa altura apresentar um estudo do projecto. Uma obra que vem beneficiar as próprias associações, “pois terão lugares dignos para usufruir”, para além de incluir uma zona verde com equipamentos de lazer, zona de merendas e uma marginal para as pessoas andarem a pé em segurança. “A Câmara conhece já essa minha pretensão, penso que futuramente teremos o projecto a avançar”, sublinha.

Relações saudáveis
A turbulência do último ano de actividade esteve, de certa forma, relacionada com o episódio que envolveu o presidente da junta e o ex-vereador das Obras Municipais. Um assunto resolvido, esclarece José Reis, garantindo que em nada interferiu nas suas relações junto da Câmara Municipal.
“A minha relação com o presidente é igual há que sempre foi. Com a vereação foi sempre a melhor e continuará a ser a melhor”, acrescentando porém que “há sempre casos pontuais, o que é normal, senão as pessoas vêm-se acomodadas e as coisas não acontecem. Mas em termos de normalidade, abertura e acolhimento, não tenho nada a apontar”.
José Reis garante que a Vila em nada foi prejudicada com esse episódio, “nem poderia ser. (…) as pessoas têm que perceber que sou presidente de junta, fui eleito pelo povo de Ribeirão, e é a ele que devo responsabilidades e são essas pessoas que me têm que julgar durante o mandato ou na altura do voto. É ao povo que devo satisfações. Não é a Câmara nem os vereadores que me têm que julgar. Quando achar que não tenho capacidades ou que não tenho ideias ou já não tenho autonomia para resolver as coisas, sou o primeiro a falar, não preciso que as pessoas me apontem  seja o que for. Enquanto cá estiver, e estiver consciente do que estou a fazer, e as minhas qualidades estiverem intactas, é claro que vou reivindicar. (…) As pessoas quando assumem coisas comigo têm que as cumprir. E foi o que não se passou. Da mesma forma que quando assumo coisas com as pessoas de Ribeirão, se não as cumprir tenho que as ouvir”.
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