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Sábado, 29 Setembro 2007 |

Com uma observação minimamente atenta dá para ver que as obras de requalificação da Avenida 3 de Julho foram dadas por findas. No entanto são notórias falhas importantes. O alerta que nos propomos fazer hoje é sobre os abrigos nas paragens de autocarro.
 Abrigo na Av. Rio Veirão

Na referida Avenida 3 de Julho nem um abrigo foi aí colocado. Numa
requalificação urbana que se pretendeu exemplar a falta de abrigos é
uma falha muito grave.
Da promessa de acordo com empresas que, em troca de publicidade nesses
mesmos abrigos, os custeariam, até à espera do melhor modelo, de tudo
se tem ouvido falar, mas os resultados esses é que não se vêem, ou
melhor, os resultados estão à vista.

Quando se procura promover o transporte colectivo e não se proporcionam
as condições para o seu uso, caímos numa contradição que mais aversão
vai criar à sua utilização.
A Av. Portas do Minho (EN 14) foi recuperada e foram aplicados os
passeios que vieram dar mais segurança aos peões, mas não fez parte
dessa recuperação a colocação de abrigos; apenas existe um em Ferreiros
e com o aspecto que a fotografia mostra. Ao Km 20,9, onde muitas
pessoas tomam os autocarros não há abrigo e os carros ocupam o passeio
permanentemente.
A reportagem fotográfica que publicamos revela o abandono a que os utilizadores dos transportes públicos estão sujeitos.
Outras situações, em Famalicão e Trofa, por exemplo, revelam outro
respeito com os utilizadores dos transportes públicos que em grande
maioria são jovens estudantes.
Já há muito que este assunto devia estar resolvido. Ou não somos uma
cidade em projecto? Uma cidade faz-se de obras e não de promessas. Para
subir na categoria urbana tem de haver melhoria de qualidade de vida e
esta faz-se de pequenas coisas, mas muito importantes.
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