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Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão | Segunda, 06 Fevereiro 2012
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Escolas fechadas a cadeado PDF Imprimir E-mail
Sábado, 29 Setembro 2007
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A falta de auxiliares educativas nas duas escolas de Santa Ana foi a gota de água para os pais tomarem uma posição e no segundo dia de aulas,  na manhã do passado dia 18, fecharem a cadeado os portões da escola.
Uma solução tomada pela maioria dos pais durante uma reunião de última hora marcada pela Associação de Pais na noite anterior. O número de pais que participou na reunião foi suficiente para lotar o salão nobre da Junta de Freguesia, local onde decorreu o encontro. Perante a existência de uma única auxiliar educativa activa para as duas escolas com mais de 300 alunos, a associação de pais colocou em cima da mesa duas soluções para, em conjunto com os pais presentes, resolverem o problema: fechar a escola ou serem os próprios pais a pagaram a uma ou mais funcionárias para a escola continuar com condições.
A decisão dos pais foi clara e praticamente unânime: “vamos fechar a escola (...) se descontamos temos que exigir (...) é uma questão de lei”, entre outros argumentos dados pela maioria dos pais. Apenas uma pequena minoria não aceitou o fecho das escolas pois “quem padece são os nossos filhos”, defendeu uma mãe.
Uma decisão que deveria imediatamente ser tomada, pois a associação de pais não tinha qualquer duvida que, pelo contrário, dias depois os próprios professores seriam impossibilitados de dar aulas por falta de condições de higiene e limpeza.
Questionada pelos pais sobre a intervenção do Conselho Executivo das escolas junto da DREN para resolver este problema, a associação de pais aproveitou para esclarecer que o conselho executivo não ficou parado e deu conhecimento do problema em Ribeirão. Não desvalorizando a “boa vontade do conselho executivo, a ministra só ouve os pais”, frisou uma das mães presentes, defendendo assim que teriam que ser os pais a alertar verdadeiramente a DREN para o problema.

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A falta de auxiliares não é o único problema com que os pais das escola de Santa Ana se debatem. Outros mais existem e foram igualmente discutidos e alertados pelos pais na reunião, nomeadamente, “uma vedação estragada nas traseiras da escola (...) portões da escola ainda fechados obrigando as crianças a ficarem do lado de fora à espera dos professores, junto a uma estrada de muito movimento”.
Com o objectivo de tranquilizar os encarregados de educação presentes, José Faria da associação de pais lembrou que o “Governo aprovou já a Carta Educativa que autoriza a criação de uma escola nova em Ribeirão”, e que vai resolver muitos dos problemas existentes em todo o parque escolar de Ribeirão. Uma noticia que já não pareceu novidade para muitos dos pais, como referiram alguns deles, “disso já se fala há muito tempo”.
A solução de fechar as escolas teve como objectivo, segundo José Faria, “fazer pressão junto da DREN para resolverem o problema”. E na manhã seguinte foram muitos os pais que se concentraram junto às escolas de Santa Ana para protestar contra a falta de pessoal auxiliar.
Ora das três funcionárias que compõem o quadro daquela escola, apenas uma apresentou-se ao trabalho no primeiro dia de aulas. Por outro lado, o facto da funcionária entrar às 10h30 ao serviço inquieta ainda mais os pais, pois tal situação coloca em causa a segurança das crianças, bem com os trabalhos de higiene e limpeza das escolas. Um problema que verificou-se logo no final do primeiro dia de aulas quando os pais viram o estado lamentável em que se encontravam  as casas de banho.
Horas depois a manifestação teve logo consequências, nomeadamente, a resolução parcial do problema por parte da DREN que deu ordem ao agrupamento de escolas de Ribeirão para contratar duas tarefeiras que entraram logo de imediato ao serviço. Uma solução que tranquilizou quer a Associação de Pais quer os restantes encarregados de educação, porém serviu para concluírem que “lamentavelmente é preciso ir para a rua protestar para que seja feito alguma coisa”.
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