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Principal Ribeirão PS de Ribeirão é extinto
Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão | Segunda, 06 Fevereiro 2012 |
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Domingo, 28 Outubro 2007 |
 Fernando Costa
Depois das ameaças de extinção por parte da Concelhia Socialista de
Famalicão em meados do passado mês de Maio, é agora oficial o fim da
secção de residência do PS de Ribeirão. Uma decisão deliberada pela
Distrital do Partido Socialista há cerca de duas semanas.
“Foram criando falsos argumentos para nos tentar extinguirmos. Até
então não tinham argumentos”, reage desta forma Fernando Costa à
extinção, referindo-se em particular aos dirigentes da concelhia.
Após as ameaças de Maio, o líder do PS em Ribeirão confirma que a secção não ficou parada. Para além dos contactos realmente efectuados com sede do PS em Lisboa, tentaram falar também com a Distrital de Braga, mas sem sucesso, como explica Fernando Costa, “nunca conseguimos (…) mas o mais preocupante era eles terem um problema de uma das secções e de nunca tão pouco ter chamado os responsáveis da secção para conversar, para perceber afinal o que se passava. Nunca o fizeram, nem tentaram tão pouco”. O PS de Ribeirão tentou ainda marcar eleições para a secção, colocando assim Fernando Costa o seu lugar à disposição. Mais uma vez, “só Lisboa esteve de braços abertos para nos atender. Braga nunca nos atendeu”, confessa o socialista ribeirense. As eleições nunca aconteceram, sem sequer foram marcadas, pois para além da tentativa de marcação, registou-se “a impugnação das mesmas pela Federação”, frisa Fernando Costa. Após todas as tentativas para refutar as ameaças de cessação, a secção é notificada da sua extinção há cerca de duas semanas. De imediato o PS de Ribeirão recorreu da decisão, como garante Fernando Costa, “fundamentamos todas as acusações que nos foram feitas”. E recorreram porque “nós temos que ter convicções e saber ver o que está certo e o que está errado. Devemos lutar pelas nossas convicções. (…) O que temos vindo a fazer é o certo para o nosso partido”. Para o líder socialista a extinção da secção aconteceu porque “enquanto nós abanávamos com a cabeça às pessoas que mandam no partido em Famalicão, éramos os maiores. Quando começamos a questionar algumas decisões, o porquê das coisas, nessas alturas passávamos a menores. Começaram então a virar as costas”, acrescentando, “enquanto os dirigentes de Famalicão precisaram dos votos de Ribeirão para se elegerem, os ribeirenses eram os maiores. Quando os ribeirenses não foram onde queriam que fossem, eles começaram a prejudicar-nos”. A notícia de extinção do PS não afectou o apoio entre os militantes ribeirenses, nem ficaram de alguma forma contra o partido, pois “o problema não é o partido (…) mas sim os dirigentes de Famalicão”, acrescentando Fernando Costa, “os militantes estão ressabiados com esses dirigentes, com o número 1 que também é natural de Ribeirão. Eles estão “pelos cabelos” com o Nuno. É ele que um dia terá que responder pelas atitudes que está a tomar neste momento. Os ribeirenses não esquecem”. Fernando Costa conseguiu mesmo travar a vontade dos militantes em deslocarem-se a Lisboa para manifestarem-se, por considerar que essa não seja a melhor forma de agir. Junto dos militantes mais jovens, em particular da JS, o líder procura que esta situação não lhes prejudique de forma alguma, como esclarece, “procuro lhes transmitir o seguinte: quando fazem qualquer coisa para nos tentar prejudicar, não devemos virar as costas (…) é dar-nos mais força para que lutemos pelas nossas ideias e pelas nossas convicções. Porque achamos que é certo”. Apesar de Fernando Costa garantir que o apoio entre todos os militantes permanece, o líder socialista está preocupado com a motivação futura dos mesmos, como refere, “não acredito que as pessoas tenham as mesmas convicções e o mesmo empenho depois da secção fechar, depois de lutámos durante anos por uma secção em Ribeirão. (…) Todos estavam empolgados porque tínhamos alguma coisa”. Por outro lado, Fernando Costa acredita que é mesmo essa desmotivação dos ribeirenses que a concelhia pretende, como explica, “dentro de muito pouco tempo eles vão às urnas (…) e não sei se é isso mesmo que querem: desmotivar as pessoas, desmotivar os jovens e militantes a não irem votar na hora de votar, pretendendo eles concorrer para uma nova eleição e poder eleger mais à vontade. O tempo dirá”. Relativamente ao recurso apresentado, Fernando Costa não está muito convencido que vá alterar a decisão da Distrital, pois “o processo está viciado (…) o que posso dizer é que estamos de consciência tranquila”. Por outro lado, o líder socialista não se admirava que esta entrevista dada ao jornal Viver a Nossa Terra “sirva ainda mais de argumento para eles acharem que a extinção da secção já não chega, e sugiram a minha expulsão do partido”. Perante a possibilidade de expulsão do partido, Fernando Costa esclarece: “Sempre me pautei pelas minhas convicções e pela verdade. Portanto, estou preparado. Não tenho medo, nem problemas nenhuns. Acima de tudo está o PS e está Ribeirão. Quando pretenderem expulsar-me, uma coisa é certa: não sou eu que perco, mas sim o partido”.
Ribeirão sem oposição Com a extinção da secção de residência do PS, o poder socialista na Vila de Ribeirão fica prejudicado. Um cenário que Fernando Costa vê “com tristeza”, depois de “termos uma maioria larga a governar na Junta de Freguesia (…) depois de termos dois elementos na Assembleia de Freguesia (…) Já para não falar no trabalho que estávamos a arrancar junto da juventude e de todos os militantes para começarmos a pautar o caminho para melhorar resultados e até para tentar ganhar novamente a junta”. E acrescenta que, com tudo isto, “quem vai ficar a rir é a actual Junta (…) o presidente da Junta de Freguesia quase não vai precisar de fazer campanha. O PS de Famalicão vai colher o que está a fazer”. Por outro lado, para Fernando Costa toda esta situação só traduz que o PS de Famalicão “não está minimamente preocupado com o poder que o PSD cada vez tem mais numa vila como é Ribeirão”, significativamente representativa nos actos eleitorais. Questionado sobre o próximo acto eleitoral autárquico, concluiu: “se formos a ver alguns dirigentes que estão à frente, se formos a pautar por algumas atitudes que eles têm tomado e se formos a ver se eles realmente precisam de ganhar a Câmara ou se estão desprendidos como eu estou. Tenho o meu emprego, não tenho nenhum lugar politico, nem o meu salário vem da politica. Se formos a ver isso, vamos contar pelos dedos e ver se eles estão realmente interessados em ganhar a Câmara em função do partido ou em função do facto de estarem preocupados com eles próprios. O povo não é burro. É só ver um por um”. |
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