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“Onde estão os pais das nossas crianças?” |
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Quinta, 30 Novembro 2006 |
A Associação de Pais das escolas de Santa Ana promoveu, no passado dia
16 de Novembro, uma Assembleia Geral que teve lugar no salão paroquial
de Ribeirão. O encontro ficou desde logo marcado pela pouca
participação dos pais. Recorde-se que as escolas são frequentadas por
300 alunos, mas apenas 50 pais estiveram presentes na Assembleia. Uma
fraca adesão que leva a Associação a questionar “Onde estão os pais das
nossas crianças?”
Entre os vários assuntos que estiveram em discusão, destacou-se as preocupações dos pais relativamente às condições oferecidas por este estabelecimento escolar para com os seus filhos. Os pais referem-se em particular à falta de acesso dos seus filhos a actividades extra-curriculares, às aulas de apoio e ao inglês “que não é para todos e só decorrem ao sábado”, sublinham. Por outro lado, lamentam que as crianças de Santa Ana não tenham um ATL e uma cantina. “Condições a que outras crianças têm acesso, menos as nossas”, afirmam. Inconformados com esta situação, a Associação de Pais defende que para lutar por melhores condições para as crianças, “é necessário que todos os pais estejam unidos com a associação e compareçam para que se possa fazer mais e de acordo com todos”. Na ordem dos trabalhos esteve ainda a apresentação de contas do ano lectivo 2005/2006, assim como a eleição dos novos corpos gerentes. Como já é habitual, apareceu uma única lista que é praticamente a mesma do ano transato. Assim, mantem-se o mesmo presidente e regista-se a saída de alguns elementos, e consequente entrada de novos pais. Foi ainda ouvida a opinião dos pais relativamente à questão do horário lectivo, tendo sido votado o horário normal. “Esta é a principal luta que a Associação vai assumir este ano”, garantem. Para a melhor e mais rápida solução destes problemas que afectam três centenas de crianças a Associação de Pais das escola de Santa Ana aproveita para fazer um pedido à Câmara Municipal de Famalicão, à Junta de Freguesia de Ribeirão e ao Agrupamento de escolas que “em conjunto com esta associação lute para dar a estas crianças as mesmas condições que todas as outras têm e estas ainda não”, concluem.
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