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Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão | Segunda, 06 Fevereiro 2012
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Presidente da Junta de Fradelos faz um balanço positivo: Obra feita na rede viária PDF Imprimir E-mail
Quinta, 30 Novembro 2006
No final do primeiro ano do seu primeiro mandato o presidente da junta de Fradelos faz um balanço positivo do trabalho realizado na freguesia. Em entrevista ao jornal Viver a Nossa Terra, Avelino Reis enumera as principais obras concluídas e em curso.
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Fradelos

Para o autarca o balanço é positivo e “animador” desde logo pelo facto de “já termos conseguido pagar uma parte significativa da divida que cá nos deixaram”. E garante que no momento não existe qualquer cliente ou fornecedor a reclamar, pelo facto das dividas existentes estarem devidamente negociadas até ao final deste mandato.
No curso da auditoria Avelino Reis assumiu, perante as entidades competentes, que poderia assumir as dividas dos fornecedores alusivas a obras feitas, à excepção de uma orçada em cerca de 130 mil euros, pois “essa não tinha qualquer hipotese de pagar”, refere. Avelino Reis explica porque assumiu essa responsabilidade de pagar o que não é seu: “Costuma-se dizer que isto é uma instituição (...) em virtude de termos ganho as eleições o que nos resta é pagar e rumarmos para a frente. Que é isso que temos vindo a fazer”.

Melhoria nas acessibilidades
Neste primeiro ano, as maiores intervenções verificaram-se na rede viária, com a realização de vários cortes. Avelino Reis destaca desde logo o trabalho realizado na estrada para Vilarinho, onde ocorriam muitos acidentes. Houve ainda oportunidade para intervir no lugar do Roseiro, tendo os moradores “respondido positivamente e serenos a esses trabalhos”.
No lugar de Pedras Ruivas foi feito um alargamento. Onde antes mal passava um camião, actualmente o conhecido “caminho dos lavradores” tem uma largura de cerca de sete metros. Os trabalhos são visiveis também na Rua da Alegria com a construção de um passeio.
A destacar há ainda a aplicação de mais de 2km de valetas. “Quando temos algum dinheiro que nos sobra tentamos acabar com as valetas em terra e pavimentamo-las em cimento”, sublinha.
Em curso está uma importante obra que consiste no alargamento da Rua D. Maria II. “Uma obra da Junta de Freguesia”, sublinha o autarca, revelando que a comparticipação da Câmara regista-se apenas ao nível da oferta dos lancis e respectivo pavimento dos passeios. Esta é uma obra que Avelino Reis gostaria que já estivesse concluída, mas explica que o mau tempo que se tem verificado nos últimos tempos dificultou os trabalhos. Aguardando melhorias de condições climatéricas, afirma que a Junta vai tentar ainda este ano colocar os lancis, e a consequente colocação do pavimento.
No futuro outras intervenções estão previstas na rede viária da freguesia. Uns cortes mais pequenos, outros maiores, mas que visem essencialmente melhorar as acessibilidades da freguesia e as condições de vida dos populares. Uma das grandes obras do próximo ano consiste no alargamento e pavimentação de toda a via que liga a zona industrial de Sam à Capela da Senhora das Neves. Uma obra garantida e orçada em cerca de 400 mil euros. Outra intervenção está prevista na via que liga Balasar à Rotunda da Corga, em Fradelos. Desta forma, a freguesia ficará “óptima” em termos de acessibilidade.

“Novo” cemitério
O alargamento do cemitério de Fradelos é uma das grandes aspirações de Avelino Reis. Este espaço religioso ainda é propriedade da Câmara Municipal, mas só até meados de Junho, mês para o qual “está marcado o pagamento da verba que falta relativo ao monte do cemitério”. A partir dessa altura, o autarca acredita que será feito o protocolo que entregará o cemitério à Junta de Fradelos. Quando isso acontecer Avelino Reis espera já apresentar obra feita no local, para isso prevê arrancar com os trabalhos já no início do próximo ano. Obras que incluem a construção de muros de suporte.
Entretanto, decorrem as limpezas na zona envolvente àquele espaço religioso, assim como já se iniciou o abate dos pinheiros e das austrálias existentes no local. Uma situação que não é do agrado de alguns populares. A esse propósito o autarca explica que “em conversa com o presidente da Câmara, o mesmo foi directo em dizer que essas árvores não se enquadram nos cemitérios. Achava que se limpasse tudo, ficaria muito mais bonito, como aliás está a ficar”.
Já concluído estão os trabalhos de terraplanagem onde vai nascer o “novo” cemitério. Um trabalho da autoria do empresário Avelino Reis. Mais gratificante é ver o portão que “anuncia” a entrada do cemitério de Fradelos, como sublinha o presidente de Junta, “nunca em Fradelos, nos 25 anos que cá estou, vi um portão de entrada no cemitério, e hoje já visionamos a entrada do cemitério e a iluminação do mesmo”.
Para o ínicio do próximo ano Avelino Reis pretende que seja iniciado o levantamento topográfico, “que já está pedido à Câmara”, de todo o espaço envolvente ao cemitério, com o objectivo de se perceber o que mais pode ser feito naquele espaço.
O autarca reconhece que durante a campanha eleitoral foi colocada a hipótese de se construir naquele local um escadório e um gimnodesportivo, mas quanto ao último equipamento “está fora de questão de ser feito ainda neste mandato por falta de verba”, explicando, “não quero que amanhã o povo me acuse de só fazer o gimnodesportivo no último ano, isso não”. O autarca tem como prioridade pagar as dividas, fazer outras intervenções na rede viária como, por exemplo, a construção de passeios, mas assegura que se “me recandidatar daqui a três anos, poderá o gimnodesportivo ser uma obra de prioridade”.

Saneamento avança
Colocar mais saneamento e mais água é igualmente prioridade neste mandato. Concluído já está o saneamento na Rua da Alegria, cuja inauguração decorreu recentemente na presença do vereador. Em curso está a colocação de saneamento na rua por detrás do campo de futebol. Em breve arrancará a obra junto à escola do Sapugal, onde vai ficar concluído o saneamento.
Mas outros trabalhos pretende a autarquia avançar em breve, para isso conta com o apoio da Câmara Municipal na cedência de material, pois a mão de obra e a máquina necessária para trabalhar já está garantida pela Junta.
Neste momento a freguesia de Fradelos tem uma cobertura de 40% de saneamento, e de 70% de água. Até ao final deste mandato, a freguesia “ficará com uma cobertura total de água. E o saneamento deverá ficar na ordem dos 70 a 80%”, prevê o autarca.

Novo infantário em 2007
Actualmente as Juntas de Freguesia têm responsabilidade para com as escolas primárias, e consequentemente têm uma verba para gastar quando for necessário intervir. No que toca a Fradelos, a Junta “não tem tido grandes problemas a destacar” nessa área, embora já tenham sido feitas algumas intervenções.
Foi o caso da escola de Valdossos, onde neste mandato já foram gastos cerca de 17 mil euros no arranjo do campo de futebol e no restauro da cobertura do recreio. Foi ainda criada uma sala de prolongamento para as crianças do infantário.
Na escola do Sapugal foi feito um muro de suporte, mas ainda é necessário fazer um outro muro “que envolve bastante dinheiro”, acreditando Avelino Reis que no futuro poderá ser feito um protocolo entre a Câmara e a Junta no sentido de ajudar a custear essa obra.
Confirmada está já a construção de um infantário novo no Sapugal, cujas  obras deverão arrancar em meados de Abril. De acordo com o autarca, o levantamento já foi feito, estando a obra pronta para ser adjudicada a um empreenteiro.
O novo infantário vai tentar resolver o problema de lotação existente na freguesia. Recorde-se que actualmente, existem duas salas no Sapugal e outras duas em Valdossos.
No que respeita à terceira idade, existe em Fradelos uma associação com a valência de lar, para além de possuir uma creche e um infantário. Esta colectividade tem um projecto que consiste em construir um edificio de raíz para proporcionar melhores condições aos seus utentes. Uma obra que necessita de um terreno com uma área aproximada de sete mil metros.
A Junta de Freguesia está solidária com este projecto conforme afirma Avelino Reis, “associação pode contar com o nosso apoio no sentido de tentarmos encontrar um terreno apropriado às suas necessidades”.

Em prol da formação
A pensar na formação dos fradelenses a Junta de Freguesia está a promover um curso de informática dirigido, sobretudo, aos mais novos. A decorrer na sede da Junta, esta é já a 4ª acção de formação, e a turma contempla 19 alunos.
Decorrem ainda na freguesia dois cursos dirigidos a pessoas de várias idades e que visem acabar o 9º ano de escolariedade. As aulas são dadas por professores com as respectivas formações, e têm lugar na escola de Valdossos em horário pós-laboral e ao fim-de-semana. No momento estes cursos são frequentados por 72 alunos.
No que respeita à ocupação dos mais novos é de destacar ainda a reactivação do futebol há cerca de um mês. Uma actividade que tem como objectivo, por enquanto, proporcionar desporto aos mais novos que se juntam aos domingos, terças e quintas-feiras. Segundo o presidente da Junta, as condições oferecidos pelo campo são boas, embora haja necessidade de terminar algumas obras, como por exemplo, o bar. Avelino Reis acredita que esse espaço deverá abrir com as devidas condições ainda este ano.
Os fradelenses podem ainda ocupar o seu tempo junto das novas tecnologias, recorrendo a uma sala de computadores com acesso à Internet, existente na Casa da Cultura de Fradelos. Nesse sentido a Junta dispõe de um funcionário no local. As obras que foi necessário fazer na casa da cultura “foram também da responsabilidade da Junta”, acrescenta o autarca.

Habitação Social
A habitação social é uma das preocupações do autarca, como refere, “é um problema, mas já foi mais”. As casas sociais existentes no lugar de Valdossos acolhem pessoas carenciadas e com problemas de relacionamento, que têm ao seu dispôr uma assistente social que visa lhes dar apoio.
Avelino Reis lembra-se de quando essas pessoas se mudaram para aquele bairro, “todos os dias havia problemas, todos os dias andavam pegados uns com os outros (...) não havia semana que não fosse lá a ambulância”. Foi mesmo necessário pedir à polícia municipal que efectuasse diariamente uma ronda pelo local.
Actualmente, o autarca acredita que houve uma recuperação na ordem dos 40% dos problemas lá existentes. E acrescenta, “Agora as pessoas estão mais calmas, começam a perceber que é um bairro social mas que têm que estar integradas noutra sociedade”.
O autarca defende que, apesar do bairro estar um pouco deslocado do centro da freguesia, as pessoas “têm que se sentir parte da comunidade de Fradelos (...) Têm o mesmo direito que outra pessoa qualquer que viva cá”. No entanto, essas pessoas também “têm que colaborar e perceber que as coisas não são sempre como eles querem”.
Apesar da maior parte das pessoas que vivem no bairro social serem naturais de outras freguesias, o autarca alerta para a existência de casos na freguesia que precisavam de uma solução em termos de habitação. Nesse sentido, defende que esses casos deveriam ser contemplados nas doze casas que ainda estão por entregar.
“A Câmara e as assistentes sociais terão que rever essas situações, porque são casos preocupantes, principalmente porque vivem em situações bastante dregadantes”, sublinha.
Outra solução para esse casos passaria, segundo o autarca, pela celebração de protocolos que visem ajudar na remodulação das suas actuais habitações. Aliás, essa é uma solução já aplicável a um caso da freguesia, que foi contemplado com cinco mil euros. Uma verba que permitiu já à Junta proceder a limpezas na habitação em causa, como outros trabalhos. Um protocolo que vai ainda permitir a reconstrução da casa. Entretanto, o casal foi já integrado no lar local. E dado o seu problema de alcoolismo, estão já em tratamento, numa clinica em Braga. O transporte é mesmo assegurado pela Junta de Freguesia. “Hoje são pessoas diferentes e integradas na comunidade”, sublinha Avelino Reis.
Outros dois casos foram igualmente contemplados com o mesmo protocolo, mas “vamos ser nós (a junta) a gerir essa verba, porque se lhe dessemos esse dinheiro eles gastariam tudo de imediato e ficaria tudo na mesma”, refere o autarca. E volta a lembrar que ainda existem mais casos com problemas na freguesia.

Aterro em “stand by”
Neste primeiro ano de mandato, Avelino Reis foi confrontado com a possibilidade de Fradelos acolher um “aterro”. Uma questão que duante algum tempo provocou diversas opiniões entre os populares e politicos. Uns em defesa, outros contra.
No momento, “está tudo parado (...) ninguém me disse mais nada. Ninguém sabe de nada”, revela o autarca. Questionado sobre a sua opinião quanto à criação do aterro, Avelino Reis defende que nos dias de hoje “temos que pensar que os aterros são necessários para que se acabe com os lixos nas bermas das estradas”. Quanto à sua localização argumenta que há técnicos especializados em solos. E acrescenta, “havendo uma forte e correcta fiscalização, os aterros são das melhores coisas que pode haver”.
E recorda que desde que chegou à Junta, foram recolhidos mais de mil toneladas de lixo espalhados pela freguesia.

Apoio dos populares
Os fradelenses “parecem estar satisfeitos com os trabalhos que temos vindo a desenvolver. Há populares que nos têm apoiado muito”, frisa o presidente da Junta. E exemplifica com a obra de Pedras Ruivas, tendo todos os empresários agricolas que lá vivem comparticipado com 2,5 mil euros para que a obra fosse feita. “Deram força para que aquilo se modificasse”, acrescentando que a Junta gostaria agora de pavimentar a via.
Também a Câmara Municipal tem apoiado, mas para o ano tudo indica que “protocolos: zero”, lamenta o autarca. Ora sem apoios da Câmara, “não podemos estar aqui a prometer muita coisa. Mas sempre alguma coisa vamos fazer”, garante. Para isso Avelino Reis gostaria de ter ao serviço da Junta um empreinteiro durante o ano inteiro a trabalhar “com as verbas que temos, que conseguimos gerir”. E acrescenta, “não contratamos obra a ninguém, é tudo adjudicado ao dia sob nossa vigia. Temos obra feita que nos saiu uma terça parte do que poderia sair. (...) temos dado o nosso melhor. e sempre que podemos vamos ajudando, como acartar tubos ou conseguir maquinas sem pagar um tostão. Mas só assim conseguimos fazer obra”.
Fazer o melhor que sabe e que consegue é o lema de trabalho de Avelino Reis para os restantes anos de mandato. Confessa que não está preocupado com as próximas eleições, mas sim “em dar o meu melhor enquanto aqui estiver. Não vou ficar à espera do íltimo ano de mandato para fazer obra, para ver se as pessoas só me reconhecem ou respeitam nessa altura. Isso terá que acontecer ao longo dos quatro anos”.
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