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Ribeirão “invadido” por teatro PDF Imprimir E-mail
Terça, 22 Abril 2008
ImageDinamizar e mostrar o teatro esteve na base das comemorações do Dia Mundial do Teatro, na Vila de Ribeirão, entre os passados dias 28 e 31 de Março. Uma organização do CCDR – grupo Teatro na Hora - em parceria com a Câmara Municipal e com a colaboração da Casa de Povo, da Escola E.B. 2,3 de Ribeirão e da Paróquia de Ribeirão e desenvolvida no âmbito do programa Território Artes.
Para o Teatro na Hora foi, sem dúvida, uma realização inédita que “projecta o nosso grupo (...) resultado também do muito que temos vindo a fazer”, sublinha o actor António Almeida. Já Marco Sá sublinha que a iniciativa serviu sobretudo para “se mostrar o que se faz em Ribeirão e o que ainda se pode fazer”.
Ao longo de quatro dias, todo o programa comemorativo assentou numa base de formação, tanto de actores como de público. A abrir o programa, a apresentação de duas peças pelo Clube de Teatro “Duques & Cenas”, da EB 2,3 de Ribeirão. “A noite da rainha beringela” (Manuel Gonsalez), protagonizada pelos actores mais velhos, e “Os quatro pés do Trono” (António Torrado), representada pelos alunos mais novos, que pisaram o palco pela primeira vez.

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“Conta-me a história do boémio” no Salão Paroquial de Ribeirão

Todo o trabalho de encenação, guarda-roupa e suporte informático foi realizado pelos responsáveis do clube de teatro, com a colaboração de outros elementos daquela comunidade educativa.
Os pequenos actores surpreenderam todos os presentes com a actuação, principalmente os elementos do Teatro na Hora, como adianta António Almeida, “ficamos surpreendidos pelo nível dos novos actores que a escola tem. Estão de parabéns porque fizeram representações fantásticas”, acrescentando, “no futuro o Teatro na Hora tem que dar resposta à escola porque temos bons actores e pretendemos dar seguimento a este bom trabalho que o Duques & Cenas está a fazer”. Marco Sá acrescenta: “pessoas que podem garantir o futuro do teatro em Ribeirão. (...) aqueles actores são o futuro, são as pessoas que têm que ser formadas para continuar”.
No dia seguinte foi a vez do grupo Teatro na Hora subir ao palco do salão paroquial com o grande sucesso que já é a peça “Conta-me a história de um boémio”. Com lotação esgotada, reflexo “que as pessoas de Ribeirão gostam de cultura e querem cultura”, frisa António Almeida.

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“Os quatro pés do trono”, na Escola EB 2,3 de Ribeirão

Virado sobretudo para a formação de públicos, a apresentação da peça foi resultado do trabalho e esforço de muita gente para que as condições fossem criadas. Para além do apoio de todos os elementos do grupo, a organização lembra o apoio da Câmara Municipal, a nível financeiro, no aluguer das luzes e som, mas também o apoio da Grutaca (Associação de Seide), com a cedência de uma estrutura para o fundo do palco.
Depois das representações, a formação propriamente dita. Esse foi o verdadeiro mote para a realização de um workshop subordinado ao tema “O que é o teatro”, coordenado pela actriz e professora ribeirense Sílvia Correia.
Uma actividade promovida num domingo soalheiro, o que não foi impedimento para uma boa adesão de participantes.
“O workshop surpreendeu-nos a todos os níveis”, refere a propósito António Almeida, referindo-se ao nível técnico, mas também “ao nível sentimental de encontro entre pessoas”. Já para Marco Sá, o workshop superou todas as expectativas da organização, como refere, “vivemos muitas experiências, inclusive já tive receptividade das pessoas que participaram e todos gostaram muito”.

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Workshop “O que é o teatro” na Casa do Povo de Ribeirão

Entre os participantes no workshop estiveram pessoas que já estavam ligadas ao teatro, mas também outras que aderiram à iniciativa tendo em conta a sua vida profissional, nomeadamente, educadoras de infância. “Sentiram que isto foi mais uma valia para a sua vida profissional, trabalham com crianças e muitas vezes têm que ser actrizes”, explica António Almeida.
Do programa comemorativo fez ainda parte uma exposição alusiva ao teatro, que esteve patente na EB 2,3. O local ideal, no entender de Marco Sá, “o local ideal nos dias de hoje (...) bem próximo do seu publico, dos actores do Duques & Cenas (...) são as pessoas mais interessadas nos dias de hoje numa iniciativa do género”.
Em jeito de balanço, a organização faz um balanço positivo de todas as actividades desenvolvidas. Enquanto António Almeida considera que “soube a muito porque ficamos com a alma cheia para querermos fazer mais vezes”, já Marco Sá sublinha que “fica um gostinho muito agradável, um gostinho de que se deu um primeiro passo e que tem a sua importância”. Em remate ambos concordam que outras iniciativas do género deverão se repetir na comunidade ribeirense.
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