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PS de Ribeirão teme pelo desenvolvimento da Vila: "O princípio do fim" |
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Sexta, 22 Dezembro 2006 |
 O PS de Ribeirão está contra a tomada de posição do Presidente da Junta Reis Moreira relativamente ao vereador das Obras Municipais. Uma semana depois do autarca local ter acusado o vereador Jorge Carvalho de “mentiroso, incompetente e mau gestor”, a secção do partido socialista ribeirense manifesta-se preocupada com as consequências que essa tomada de posição pode ter no desenvolvimento da Vila.
Em conferência de imprensa realizada no passado dia 4, o líder
socialista começou por sublinhar que a estabilidade no executivo
camarário é fundamental para o desenvolvimento do concelho e, em
particular, da vila ribeirense. Fernando Costa julgava mesmo que “havia
entendimento, e até cumplicidade” entre o Presidente da Junta e o
vereador das Obras Municipais. Entendimento esse “que parecia evidente
ao ponto de Reis Moreira ter elogiado, publicamente, o vereador no dia
da inauguração do parque desportivo de Candeeira”, recorda o lider
socialista. Passado pouco mais de 15 dias, “constatamos que o vereador
elogiado, passou de “bestial a besta”, no entender de Reis Moreira”,
acrescenta Fernando Costa.
Uma posição contestada pelo PS de Ribeirão que defende que o Presidente
da Junta não teve em consideração os interesses da vila de Ribeirão,
“mas sim, interesses politiqueiros, que são afinal os interesses da
Comissão Politica do PSD”, frisa Fernando Costa. Com este episódio, o
PS constata que “o concelho está a ser mal governado e o executivo
camarário atingiu o princípio do fim”. E acrescenta, “verifica-se que o
Presidente da Câmara perdeu a sua autoridade e a sua máscara de
independente caiu” ao ter capitulado à posição de um Presidente de
Junta e da Comissão Política do PSD.
Neste contexto, o PS pergunta “afinal quem manda na Câmara? É o seu presidente ou a Comissão Politica do PSD?”.
A secção socialista de Ribeirão manifestou ainda a sua preocupação
relativamente à retirada de pelouros do vereador Jorge Carvalho e
consequente concentração de pelouros “que implicam muito trabalho e
responsabilidade, em cada vez menos vereadores para o executar”.
Antecipando-se ao PS concelhio, Fernando Costa explica que o PS de
Ribeirão está apenas preocupado com a vila, não deixando de reconhecer
que o Partido Socialista concelhio já devia ter tomado uma posição à
consequente redistribuição de pelouros.
Redistribuição dos pelouros Após a tomada de posição do Presidente da Junta de Ribeirão relativamente ao vereador das Obras Municipais, e após Jorge Carvalho ter respondido a Reis Moreira que não se demitiria, o executivo camarário retirou os pelouros ao vereador eleito pela coligação. Jorge Carvalho fica agora sem qualquer responsabilidade na gestão autárquica. Depois de ouvir a vereação e os representantes das forças politicas que compõem a coligação, Armindo Costa decidiu promover uma redistribuição de pelouros.O edil famalicense explica que houve necessidade de fazer ajustamentos para um bom funcionamento da Câmara. Sendo assim, o pelouro das freguesias ficou sob a alçada do próprio presidente da Câmara, que acumula ainda os pelouros do Urbanismo, Economia, Administração, Finanças e Acção Social. O vereador do Ambiente, José Santos, reserva para si o pelouro das Obras Municipais. O pelouro da Protecção Civil foi reencaminhado para Durval Tiago, que acumula com os pelouros do Juridico e Contencioso, Segurança e Fiscalização. Já o de Saúde Pública está sob a alçada de Ricardo Mendes, que mantém o pelouro das Feiras e Mercados e do Defesa do Consumidor e Turismo. O vereador ribeirense Leonel Rocha mantém os pelouros da Educação e Cultura, e perde o pelouro do desporto para o vereador Jorge Paulo Oliveira que acumula com a Família, Habitação, Transportes e Juventude.
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