| |
Principal Ribeirão Nova Direcção da Associação de Pais da EB 2,3 lamenta falta de apoio dos encarregados da educação
Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão | Segunda, 06 Fevereiro 2012 |
|
|
| |
|
Nova Direcção da Associação de Pais da EB 2,3 lamenta falta de apoio dos encarregados da educação |
|
|
|
|
Sexta, 22 Dezembro 2006 |
A segurança e os transportes são as principais preocupações da Associação de Pais da EB 2,3 de Ribeirão. O jornal Viver a Nossa Terra esteve à conversa com o novo presidente da associação que faz um balanço positivo do trabalho efectuado pela associação nos últimos anos e deu a conhecer os principais objectivos do plano de actividades para a corrente ano lectivo.
 Sidónio Rodrigues Eleito recentemente, no passado dia 16 de Novembro, Sidónio Rodrigues é o novo presidente da Associação de Pais da escola que mais alunos alberga na Vila de Ribeirão. A ligação deste pai à associação já conta uns sete anos, embora antes na função de tesoureiro. Agora, foi convidado a assumir as funções de presidente. Um convite que, depois de muita insistência pelos restantes pais, foi aceite. “Decidi aceitar, principalmente por consideração aos elementos da associação que me pediram, e por consideração ao conselho executivo da escola. Pessoas que sempre ajudaram a associação de pais, foi sempre muito fácil trabalhar com eles, sempre prontos a ajudar, abertos ao diólago”, sublinha Sidónio Rodrigues.
Balanço positivo Acompanhando de perto a Associação de Pais nos últimos anos, Sidónio Rodrigues faz um balanço positivo do trabalho realizado. “Há muita coisa que se faz na escola, embora os pais por vezes não têm conhecimento”, frisa. E destaca a grande obra efectuada há sete anos, nomeadamente a cobertura na entrada principal da escola, protegendo os alunos da chuva e do sol enquanto esperam pelos pais ou pelo autocarro. Uma obra orçada em cerca de 4 mil euros. Outro grande projecto alcançado por esta associação foram os cartões magnéticos, há quatro anos, através do projecto GIAE. Cartões que controlam a entrada e saída dos alunos, mas também permitem aos alunos aceder ao bar e às refeições. Um projecto avaliado em cerca de 10 mil euros, quase totalmente financiado pela Associação de Pais. Há dois anos, a associação avançou com a requalificação dos espaços verdes, onde foram gastos cerca de quatro mil euros. Uma verba que está quase liquidada, como explica o novo presidente, “não se consegue arranjar tanto dinheiro de um momento para o outro”. Finalmente, no ano passado, foram renovados os telhados dos corredores exteriores que dão acesso aos pavilhões. Um investimento que rondou os 800 euros. Ainda a propósito do percurso da Associação nos últimos anos, Sidónio Rodrigues lembra o esforço efectuado por toda a equipa de pais para que o chamado “pavilhão branco” nascesse quando há cerca de quatro anos atrás fizeram um projecto que consistia em aumentar o polivalente. No entanto, “a DREN não autorizou porque saía fora da estética da escola, alegando que tinham ‘na gaveta’ um projecto aprovado”, recorda. Embora não tivesse sido financiado pela associação, a verdade é que o pavilhão “saiu da gaveta graças à nossa insistência”. Por tudo o que foi feito, Sidónio Rodrigues faz um balanço “muito positivo” da época anterior. Embora haja muitos pais que dão valor ao trabalho da associação, o novo presidente não deixa de lamentar que mais não foi feito porque “também os pais não nos ajudam. Se ajudassem mais, mais faziamos”, acrescentando, “os pais têm que perceber que tudo o que fazemos na escola são hoje para os seus filhos, amanhã para os seus netos”.
Falta de apoio dos pais A falta de verba limita de certa forma as aspirações da Associação. Para além das rifas, dos apoios facultados pelas Juntas de Freguesia de Ribeirão, Lousado Fradelos e Vilarinho das Cambas, a associação conta ainda com as quotas dos pais. É exactamente neste campo que a associação regista uma deficiência, pois apenas um terço dos pais paga a respectiva quota de cinco euros por ano. Supondo que dos 1200 alunos que frequentam a escola, duzentos são irmãos, contabiliza-se mil pais, “mas apenas 300 pais pagam a quota de sócio”, lamenta Sidónio Rodrigues.E acrescenta, “é um valor insignificante para um pai por ano, mas para nós é significativo porque são muitos cinco euros e nós com cerca de cinco mil euros por ano, poderiamos fazer muito mais”. Mas na verdade a Associação arreceda pouco mais de mil euros de quotas por ano, apesar de “insistirmos, mandarmos cartas aos pais, os directores de turma também falam com os pais para colaborarem, mas não adianta nada”, sublinha. Todos os pais podem participar nas reuniões da Associação, que decorrem na primeira terça-feira de cada mês, onde poderão expôr um problema ou mesmo dar sugestões, sempre em prol de melhores condições para os seus filhos enquanto alunos. Mas na verdade “são muito poucos os que participam”, lamenta o presidente de direcção, revelando que os pais que vão às reuniões da escola e às reuniões da associação são sempre os mesmos. Sidónio Rodrigues afirma mesmo que “há pais que durante os cinco anos que os filhos frequentam a EB 2,3 não põem os pés na escola. Há pais que não aparecem na escola, mesmo recebendo 40 recados da escola para aparecerem. Mas se o filho chegar a casa e diz que levou uma estalada do professor o pai aparece logo”.
Projectos para 2007 A nova direcção da Associação de Pais da EB 2,3 já apresentou o Plano de Actividades e Orçamento para o corrente ano lectivo. A cobertura no passeio de acesso ao polivalente, onde se encontra a secretaria da escola, é um dos objectivos traçados para este mandato. Uma obra orçada em 2500 euros. “Um projecto a pensar em todos, professores, alunos e, principalmente, para os pais quando se dirigem à secretaria”, frisa Sidónio Rodrigues. A manutenção dos espaços exteriores, ao nivel de trabalhos de jardinagem, limpeza e pintura de muros, é outro projecto para este ano lectivo. Uma obra que deverá rondar os dois mil euros. Inscrito no plano de actividades e orçamento está ainda uma verba de 750 euros para colaboração da associação com a escola em visitas de estudo ou outras actividades. Finalmente, o plano destaca a construção do “Clube do Aluno”, orçado em 30 mil euros. No entanto, trata-se de um projecto que o presidente da Associação não acredita conseguir realizar ainda este mandato, pois prefere “fazer pouco e deixar saldo positivo do que fazer muito e deixar dividas para a próxima direcção”. Sendo assim o Clube do Aluno seria uma obra que Sidónio Rodrigues voltaria a pensar caso fosse eleito novamente daqui a uns quatro anos, altura que prevê que a sua filha mais nova frequentará a EB 2,3. Aproveitando-se os alicerces ainda existentes de um pavilhão de madeira já destruído, nasceria o Clube do Aluno. Um novo espaço que ajudaria de alguma forma a minimizar a sobrelotação da escola, como explica o actual presidente, “há 1200 alunos actualmente quando o limite da escola é de cerca de 800. A escola vive no dia a dia com falta de espaço. Os alunos não têm onde passar o tempo quando não têm aulas”.
Segurança e Transportes Paralelamente aos projectos previstos para o corrente ano lectivo, a Associação de Pais da EB 2,3 estará atenta a duas questões que envolvem os alunos e que se assumem como as principais preocupações da Associação: a segurança dos alunos e os transportes escolares. A segurança dos alunos é ameaçada sobretudo ao final da tarde, pelas 18h00, quando a maior parte dos adolescentes saem do recinto escolar. “Uma hora que atrai a presença no exterior da escola de pessoas que não fazem parte daquela comunidade escolar”, explica Sidónio Rodrigues. É nesse sentido que é fundamental a presença das autoridades, no âmbito da Escola Segura, que diariamente ronda a escola na hora mais critica. No que concerne aos transportes escolares, o problema maior é mesmo a sobrelotação dos autocarros. De acordo com Sidónio Rodrigues isso acontece porque “muitos dos alunos que terminam as aulas às 4h00 não apanham o autocarro dessa hora. Desse modo, o autocarro das 6h00 transporta quer os alunos das quatro, quer os das seis horas”, explica. A solução do problema dos transportes escolares poderia passar por um maior número de autocarros, mas, na opinião de Sidónio Rodrigues, passa essencialmente “por uma melhor educação dos alunos em casa, pela disciplina por parte dos pais junto dos filhos”, acrescentando, “a primeira escola destas crianças deve ser em casa, junto dos pais. Se o pai não dá um certa educação ao filho, ele não saberá comportar-se. Enquanto isso não acontecer, o problema vai persistir”. Por outro lado, mesmo a lei permitindo o transporte de três crianças, até aos 12 anos de idade, em dois bancos, não resolve o problema da lotação. Ainda a propósito dos transportes escolares, Sidónio Rodrigues aproveita para esclarecer que os alunos não podem sair todos à porta de casa, havendo pontos centrais para a paragem dos autocarros. Uma exigência dos pais fortemente registada há cerca de dois anos, como recorda o presidente da asssociação, “os pais reclamavam que os filhos saíam do autocarro a 200 ou 300 metros da porta de casa e apanhavam chuva. (...) Felizmente muitos pais já reconhecem isso e estão mais calmos”. |
|
|
| |
|
| |
|
|
| |
|
|
| |
|
| |
 |
|
Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão. Todos os direitos reservados.
|