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FORAVE ao serviço do ensino profissional PDF Imprimir E-mail
Domingo, 28 Setembro 2008
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Forave


No arranque de mais um ano lectivo, os cursos profissionais assumem-se como a opção de formação para muitos jovens e adolescentes em todo o país. Uma escolha também de muitos formandos ribeirenses, mas também das freguesias vizinhas, como Fradelos, Vilarinho e Lousado. E é exactamente em Lousado que estes jovens encontram uma escola profissional – a Forave, em actividade desde 1989.
Quase vinte anos ao serviço da educação, hoje com cerca de 400 alunos, mas sobretudo de formação de excelência de jovens para o mercado de trabalho. João Pedro Vilaça, director executivo, define mesmo como “uma escola com características próprias” por ser criada em parceria com o meio industrial envolvente, registando-se assim um elo de ligação muito profícuo entre a escola e o mundo empresarial em redor.
As próprias empresas procuram os técnicos que mais necessitam, mas também apoiam a formação na medida do possível para que esses técnicos tenham uma formação de qualidade e adequada às suas necessidades reais. E como refere Pedro Vilaça, “é mesmo isso o que procuramos fazer (...) é essa a nossa marca, procuramos servir não só o meio envolvente, mas também os interesses dos formandos porque esta formação apesar de tudo é polivalente, os cursos que procuramos desenvolver são cursos que se podem encaixar em áreas de um domínio relativamente vasto, embora dentro da área industrial”.
Na base do sucesso da Forave está também a preocupação em criar um ambiente de uma grande família que tem crescido ao longo dos últimos anos. Um facto que agrada reconhecer è que a Forave tem contribuído não só para o desenvolvimento do meio em que está inserido, mas também tem crescido pelo serviço que presta, sublinhando Pedro Vilaça, “certamente os alunos não a procurariam se assim não fosse. Esta é a grande vantagem e honra que vivemos diariamente, as empresas que nos contactam pedem formandos, e também alunos procuram os nossos cursos, as nossas ofertas formativas”.
Ao contrário do que acontece em muitas zonas do país, onde o apoio empresarial nem sempre se regista, a Forave para bem dos seus formandos não tem sido atingida por essa dificuldade, como revela Pedro Vilaça, “todos os nossos formandos têm estagio no final do curso ou durante o curso, e aí a maioria senão a totalidade das empresas que contactamos são acessíveis e aderem às nossas solicitações para esse efeito”.
A dificuldade sentida pela escola de Lousado prende-se mais com o apoio destinado a equipamentos ou ao desenvolvimento de certas dinâmicas que visem melhorar a sua formação.

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João Pedro Vilaça e Carlos Saraiva


Dificuldades existem, mas também as recompensas ajudam ao ultrapassar das mesmas. Pedro Vilaça revela que a passagem dos formandos pelas empresas tem sido um sucesso, pois, “por vezes achamos que os nossos formandos não são tão bons quanto aquilo que depois vimos a receber. Muitas empresas dão-nos os parabéns pelo desempenho que os formandos desempenharam nesse estagio”.
Há também um significativo registo de alunos que a curto ou médio prazo são integrados nas empresas onde estagiaram. “Há empresas que ficam à espera também que os formandos acabem o curso para depois os chamarem”, acrescenta.

www.forave.pt

Aos seus formandos, a Forave disponibiliza um número vasto de cursos que permitem, por um lado, atribuir equivalência ao 9º ano, com o curso de educação e formação. Por outro lado, há os cursos profissionais que dão equivalência ao 12º ano. Este ano agora iniciado traz consigo outra possibilidade, mas desta vez dirigida a adultos - Cursos de Educação e Formação para Adultos. Destinam-se a pessoas que deixaram de estudar e que não tenham o 12º ano e que queiram obter.
Ao longo dos anos há cursos que atraem um maior ou menos número de alunos, as oscilações existem. Mas a verdade é que “notamos que os cursos que a Forave desenvolveu com qualidade, que de facto no inicio tiveram poucos alunos, passaram por um processo de maturação e hoje em dia têm muitos alunos. São aqueles que mais rapidamente vemos a ficarem preenchidos”, frisa o director. E acrescenta, “ficamos contentes, é sinal que o curso tem o seu valor, os alunos e família reconhecem que o curso tem empregabilidade elevada”.
É preocupação também da Forave preparar os formandos para que um dia sejam eles a criar o seu próprio negócio, como refere, “é também um dos nossos objectivos criar uma formação que desenvolva o empreendorismo”.
Os cursos disponibilizados pela Forave estão acessíveis em www.forave.pt.
Se a formação pretendida é de qualidade, também o corpo docente da Forave o é. É missão deles também encaminhar os formandos, “se necessário os reeducar quando se sente que não estão com a motivação necessária”.

Centro Novas Oportunidades
De forma a complementar os cursos, a Forave desenvolve ao longo de cada ano um conjunto de projectos que visam enriquecer a formação dos seus formandos. É o caso do projecto Leonardo Da Vince que permite aos alunos estudarem, durante uns meses, noutra parte do mundo. Uma experiência que “tem deixado os alunos muito satisfeitos. Os alunos trazem um crescimento a todos os níveis fantástico”.
Em curso está um projecto de desenvolvimento e relacionamento dos alunos para a sua motivação. Mas muitos outros existem, embora ainda não concretizáveis.
Já real e novo é o projecto de acções modelares de curta duração, vocacionadas para activos que pretendam aprofundar conhecimentos ou para completar percursos formativos que estejam incompletos. São acções que funcionam em regime pós-laboral, contando com urna carga horária de 25 ou 50 horas, indo ao encontro das necessidades dos utentes do Centro Novas Oportunidades.
Ora, em curso, desde Julho, está também o Centro Novas Oportunidades (CNO) com resultados “já favoráveis e positivos”, sublinha Carlos Saraiva, coordenador do projecto.
Um espaço que “vem colmatar uma grande lacuna na sociedade portuguesa” que é a formação de adultos que não concluíram a sua escolaridade no devido tempo. Um espaço que a Forave tem ao dispor nas freguesias limítrofes e que conta com o trabalho de uma “fantástica equipa com iniciativa (...) têm sido incansáveis para fazerem um trabalho de divulgação forte junto da população. Um informação clara e descentralizada. Deslocamo-nos aos vários locais para divulgar, explicar e transmitir as possibilidades desta valência”, acrescenta Pedro Vilaça.
Para Carlos Saraiva este projecto completa a Forave como “uma escola intergeracional”, por permitir a frequência na escola de vários elementos de um mesmo agregado familiar. Ora se durante o dia um aluno está a tirar um curso profissional, ao serão é o seu pai a receber uma oportunidade de qualificação e certificação de nível básico ou secundário, adequada ao seu perfil e necessidades.
Embora a área de intervenção é o território correspondente Vale do Ave e a sub-região NUT III Ave, o CNO da Forave tem uma responsabilidade acrescida, de “intervenção priotária” relativamente às freguesias de Ribeirão, Lousado, Fradelos e Vilarinho das Cambas.
Por essa razão a Forave tem constituído parcerias com várias empresas e entidades da região com vista à implementação de um regime de itinerância que permita aproximar os trabalhadores das empresas ao Centro. “Este regime permitirá que os nossos profissionais se mobilizem para interior das empresas, promovendo assim o desenvolvimento de canais de comunicação claros e objectivos entre as partes envolvidas. Este trabalho contínuo e faseado permitirá dar uma resposta imediata e individualizada a todos os adultos inscritos”, resume aquele coordenador. E finaliza, “na perspectiva de que as escolas devem ser promotoras de politicas/estratégias que promovam a aproximação das famílias à escola, é nosso objectivo envolver os pais dos nossos alunos neste projecto”.

Uma grande família...
A Forave não é seguramente só uma escola, mas sim uma grande família. “É isso que as pessoas sentem”, reforçando Pedro Vilaça, “há entre os alunos, professores e funcionários um espírito que ultrapassa em grande escala uma simples função formativa”. E acrescenta, “é uma escola que procura desenvolver uma formação integral. Criar homens e mulheres com maturidade profissional, mas também educativa”.
Nesse sentido, o plano de actividades ao longo ano é vasto e intenso. O arranque do ano lectivo não faz sentido sem a tradicional praxe de recepção aos novos alunos, segue-se um conjunto de comemorações, como o Haloween, Magusto, Natal, Páscoa, Carnaval e a grande festa de encerramento do ano lectivo com baile de finalistas. Muitos mais momentos de convívio e confraternização também importantes para o bem estar dos alunos e que anualmente são expressados na revista “Saber & fazer” que procura também transmitir aos outros que “a escola não é só mesas e cadeiras, é também de formação global”.
Em suma, “existe de facto um envolvimento muito grande com os adolescentes (...) é importante manter estes alunos com este espírito de motivação e vontade para progredirem cada vez mais”.
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