Principal arrow Ribeirão arrow Na primeira pessoa, com António Alves: "O GD Ribeirão tem um estatuto de nível nacional"
Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão | Terça, 07 Fevereiro 2012
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Na primeira pessoa, com António Alves: "O GD Ribeirão tem um estatuto de nível nacional" PDF Imprimir E-mail
Domingo, 30 Novembro 2008
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António Alves
António Alves, dirigente do Grupo Desportivo de Ribeirão há já 29 épocas, sempre ocupou o cargo de Secretário. Viver a Nossa Terra falou com o homem que não dando nas vistas trabalha “atrás do pano”. Viver a Nossa Terra – Há quantos anos pertence à direcção do GD Ribeirão?
António Alves da Silva - Na época de 1979/80, o grande benemérito ribeirense, o saudoso Senhor Manuel Moreira, presidente da Direcção do GD Ribeirão, convidou-me para fazer parte dos Órgãos Sociais do Clube. O convite foi aceite, ficando a meu cargo o Departamento Juvenil. A partir daí nunca mais deixei de fazer parte deste Grande Clube. Agora e como alguém dizia, “é só fazer as contas.”

VNT - O que é que leva um homem a gostar tanto de futebol e do clube da sua terra? ...
AAS - Desde muito novo que comecei a gostar de futebol e como o meu pai foi um dos fundadores deste clube, eu acompanhava-o para todo o lado. O “bichinho” ficou comigo, e hoje não estou arrependido de tudo aquilo que tenho feito em favor deste grande clube, que faz parte da terra e hoje é o Orgulho do Concelho.

VNT - E a trabalhar em prol da colectividade durante tantos anos?
AAS - Ao longo de todos estes anos, já trabalhei com várias direcções, no futuro e sempre que me seja endereçado um convite para integrar uma nova direcção, e eu sinta que ainda me encontro com capacidades para tal, nunca direi não, uma vez que este grande clube já faz parte da minha vida.

VNT - Em todos estes anos de trabalho voluntário que conclusões tira da evolução do GDR?
AAS - O Grupo Desportivo de Ribeirão, nestes últimos anos, evoluiu muito a todos os níveis. Hoje é possível ver vários escalões em competição, porque há condições para tal. Antigamente, apenas havia um campo para treinar e jogar (passal). Hoje, felizmente, temos o sintético, onde os escalões de formação podem treinar e jogar. As condições no estádio do Passal também têm melhorado significativamente.

VNT - No passado mês de Fevereiro o GD Ribeirão completou 40 anos de existência. Há motivos para se festejar?
AAS - Um aniversário é sempre motivo de festejo, e 40 anos de existência, a motivação é maior, até porque coincidiu com a melhor época desportiva a todos os níveis. Foi no final desta época que vimos alguns dos nossos atletas ingressarem em clubes da liga Sagres e liga Vitalis.

VNT - Como vê o Ribeirão hoje em comparação com o Ribeirão da “terra batida”?
AAS - Hoje os tempos são outros. Vejo o Grupo Desportivo de Ribeirão muito melhor em todos os aspectos. O Clube é muito mais respeitado e temos um estatuto de nível nacional.

VNT - Quer-nos contar algum episódio curioso que o tenha marcado na sua carreira de dirigente?
AAS - Há uns anos atrás, o Grupo Desportivo de Ribeirão militava nos Campeonatos Regionais da A. F. Braga. Já nesse tempo, o Ribeirão era um clube a abater, e acontece que num determinado jogo realizado no Passal, este não correu da melhor maneira para o nosso adversário. Neste jogo não se passou nada de anormal, a não ser aquelas coisas que se ouvem por parte dos adeptos, dirigidas aos adversários. Na semana seguinte dirigentes dessa equipa que nos tinha visitado emitiram vários comunicados nos jornais diários de Braga, tendo chegado ao ponto de ameaçar o nosso clube quando este visitasse na semana seguinte a equipa que iríamos defrontar para a taça da A.F. Braga.
Acontece que estes ficavam muito próximos e perante tais ameaças alguns dos nossos dirigentes, com medo de represálias, acharam que não deviam estar presentes no referido jogo.
Perante tais factos eu disponibilizei-me para acompanhar a equipa. Depois de conversar com outro elemento da direcção, decidimos ir os dois.
No sábado, dia do jogo, partimos com a equipa, sendo que esta foi de autocarro e eu em viatura própria. Quando lá chegamos a minha viatura foi rodeada por várias pessoas, que nos esperavam e insultavam. No meio de toda aquela confusão estavam alguns dirigentes da dita equipa, tendo eu reconhecido o presidente. Depois de ver de quem se tratava este acalmou os mais exaltados dizendo que comigo não queriam nada. Fomos para o campo para realizar o jogo e os insultos continuaram. O jogo realizou-se debaixo de insultos e picardias à mistura por parte da equipa adversária. Eu, neste encontro, tive que fazer de treinador, massagista e delegado. O jogo terminou e quando nos deslocávamos para as viaturas os insultos continuaram, chegando mesmo a serem atirados alguns ovos para o autocarro. Eu como já estava a prever o pior, informei as forças policiais presentes, que nos escoltaram durante vários quilómetros, tendo o restante percurso decorrido dentro da normalidade e assim chegamos a Ribeirão sem qualquer problema.

VNT – Durante todos estes anos nunca assumiu a presidência do clube. Para quando a presidência?
AAS - Nunca assumi a presidência do clube, e nos tempos próximos não está no meu horizonte tal lugar.

VNT - Actualmente o Ribeirão é um clube de referência. Porquê?
AAS - Porque é um clube estável e tem boas condições de trabalho.  

VNT - Na época finda a subida à Liga de Honra foi quase conseguido…
AAS - Faltou uma pontinha de sorte.

VNT - Que sonho gostaria de concretizar ou ver concretizado no Ribeirão?
AAS - A curto prazo gostaria de ver concretizado a construção do campo de futebol de sete, já há bastante tempo projectado nos terrenos do Complexo Municipal de Belêco. A longo prazo gostaria de ver o clube dotado de instalações próprias (Complexo Desportivo).

VNT - A personalidade da sua vida.
AAS - Francisco de Sá Carneiro

VNT - O filme da sua vida.
AAS – Todos os filmes de acção.

VNT - Local que gostaria de visitar.
AAS – Tunísia.

VNT - Local onde gostaria de viver.
AAS - Ribeirão, local onde resido actualmente.

VNT - Que mensagem quer levar aos leitores do “Viver a Nossa Terra” e particularmente aos sócios do Ribeirão?
AAS - Que não critiquem e deixem trabalhar todos aqueles que estão à frente das instituições, uma vez que a causa que defendem é de todos e para todos.
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