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Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão | Terça, 07 Fevereiro 2012
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Jornalista da TVI participa em debate sobre o jornalismo na EB 2,3 PDF Imprimir E-mail
Quinta, 24 Dezembro 2009
No passado dia 3 de Dezembro, o conhecido jornalista da TVI Sousa Martins encontrou-se com alunos do 3ºciclo da EB 2,3 de Ribeirão para conversar sobre o texto jornalístico e a sua experiência em televisão.
Começou por alertar os alunos para o deslumbramento que pode ser a fama e o sonho de querer aparecer na televisão. Salientou que o que se aprende nas cadeiras da escola são os grandes alicerces da vida. Apesar de nunca ter sido um aluno brilhante, a formação que a escola lhe deu foi fundamental para o seu sucesso profissional.
Questionado sobre a dificuldade de fazer comentários desportivos, ele referiu a importância duma boa preparação prévia - estando bem estudados os assuntos, era garantido que o programa corria sempre bem, pois nada se pode fazer de improviso.
Os alunos quiseram saber se notava alguma diferença entre os jovens de hoje e os da geração deste jornalista, ao que ele referiu que agora os jovens são mais tecnológicos - no seu tempo brincava-se mais na rua, uns com os outros; no entanto ele nota que os jovens de hoje são tão felizes como ele era, no seu tempo.
Quando lhe perguntaram qual a notícia que mais lhe custou dar, ele esclareceu que as notícias são apenas notícias - nem más nem boas; as piores são sempre as que estão relacionadas com a morte; agrada-lhe especialmente o facto de “mexer” com a paixão das pessoas; arrepiou-se quando a nossa selecção triunfou nos Jogos Olímpicos de Atlanta: a Fernanda Ribeiro ganhou e deu-lhe um grande gozo ouvir o Hino Nacional - é uma emoção que guardará para a vida inteira.
Os alunos tiveram curiosidade em saber a sua opinião sobre a parcialidade de alguns jornalistas desportivos ao que Sousa Martins respondeu que a parcialidade tem que ver com a interpretação de quem está do outro lado - há bons e maus profissionais em todas as profissões.
Referiu ainda que a sua maior preocupação quando faz reportagens é ser fiel àquilo que se passou, pois é a primeira exigência para quem quer ser jornalista: ser vigilante e estar atento. O jornalista tem que ser independente o suficiente para denunciar o que está errado. Ninguém pode obrigar um jornalista a dar  notícias “encomendadas”, mas, por outro lado, ninguém é suficientemente livre para denunciar; o que acontece com frequência é que as pessoas denunciam mais depressa irregularidades à imprensa do que à polícia.
Contou que iniciou o seu percurso através da Rádio Trofa - que se revelou logo uma grande paixão e hoje nãos se vê a fazer outra coisa na vida - esta é uma relação de total entrega, embora seja uma profissão solitária. Confessou que nunca vai trabalhar chateado, sente sempre prazer no que faz. O seu clube desportivo favorito é o Trofense.
Comentou ainda que a área jornalística foi afectada pelos tempos de crise, pois a TV passou a ganhar menos 25% do que ganhava, pelo que se passou a fazer televisão com orçamentos mais baixos, logo com pior qualidade.
No final, todos os alunos se deram por satisfeitos com este encontro, pois não imaginavam que ser jornalista fosse uma profissão tão apaixonante.
Aurélia Azevedo
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