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Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão | Segunda, 06 Fevereiro 2012
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Na primeira pessoa, com Carolina Pimenta PDF Imprimir E-mail
Domingo, 24 Janeiro 2010
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Carolina Pimenta

Ao falarmos de Carolina Pimenta evocamos a pessoa que sempre foi modesta, e que, sem alarde, tem desenvolvido em Ribeirão, ao longo dos últimos anos, um trabalho silencioso de apoio a quem está em dificuldades.

Viver a Nossa Terra - Quem é Carolina Pimenta?
Carolina Pimenta – Sou uma mulher com 76 anos, nascida em St.º Tirso, onde vivi durante 34 anos. Em 1980 construímos casa em Ribeirão, para onde viemos residir. Sou mãe de dois filhos (uma filha e um filho), já casados e avó de 4 netos, que são a nossa alegria.
Por razões de saúde, e para estarmos mais próximos dos filhos, mudámo-nos há um ano para Famalicão, onde nos vamos integrando.

VNT – A ajuda ao próximo é a missão da sua vida?
CP – Qualquer Cristão só o é efectivamente se, tal como aprendemos nos Mandamentos da Lei de Deus, amarmos o próximo… como Cristã que sou, o meu amor ao próximo é manifestado pelas obras que realizo, isto é, pela doação de mim a quem me rodeia, a quem mais precisa.

VNT –  A disponibilidade para o seu próximo herdou dos seus pais?
CP – Nasci no seio de uma família que partilhava o pouco que tinha, com quem mais precisava. Claro que este exemplo, este testemunho, foi ficando incutido nos nossos hábitos, de forma que estas práticas vão sendo naturais nas nossas vidas.
 
VNT – Recorda-se de quando sentiu esta vocação?
CP – Tal como referi, anteriormente, esta nossa forma de estar e viver foi e vai surgindo naturalmente.   

VNT – Um casal é constituído por duas pessoas que se amam e se completam. Como é que o seu marido vive esta sua missão?
CP – Se eu faço o que faço (bem ou menos bem) é porque o meu marido me compreende, ajuda e anima nas adversidades. 

VNT – Ter a família organizada e dedicar-se inteiramente aos outros…é preciso ser uma mulher dos “sete ofícios”...
CP – Sete, oito, ou mais…o que faço é o que posso fazer, usufruindo sempre da ajuda de Deus, que sempre me tem acompanhado. Deste modo, a minha vida foi sempre dividida entre a Família, a Catequese (que servi durante 52 anos) e a Conferência Vicentina.  

VNT – Colaborou sempre com a nossa paróquia. Como comentou, anteriormente, teve que mudar de residência. Continua activa na nova paróquia?  
CP – Claro! Parar é morrer... Em Famalicão vou continuando a colaborar, dentro das possibilidades concedidas pela minha idade, saúde e família.

VNT – Foi recentemente homenageada pela Junta de Freguesia de Ribeirão. Que sentimentos lhe despoletou?
CP – Naquela altura fiquei sensibilizada, achei que não merecia…hesitei…mas acabei por aceitar esta atenção e bondade dos ribeirenses. 

VNT - Personalidade da sua vida
CP – No mundo, a Madre Teresa de Calcutá. Na minha vida, a minha mãe, a quem devo tudo que sou. 

VNT - Livro da sua vida
CP – Biografia de Madre Teresa de Calcutá

VNT - Local que gostaria de visitar
CP- Não gosto muito de viajar…gosto de ir até Fátima, ao Sameiro…. 

VNT - Local onde gostaria de viver
CP – É sempre onde estou…agora é em Famalicão.

VNT - Quer deixar uma mensagem aos leitores do Viver a Nossa Terra?
CP – Continuo com Ribeirão no Coração.
António Almeida
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